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Empresário de Bolívar ironiza presidente do Botafogo

Neco Cirne disse que Mauricio Assumpção talvez não tenha dinheiro para pagar rescisão de contrato

Empresário de Bolívar ironiza presidente do Botafogo
Empresário de Bolívar ironiza presidente do Botafogo Foto : Luciano Belford / Divulgação Botafogo / CP
O empresário do zagueiro Bolívar, Neco Cirne, não poupou críticas ao presidente do Botafogo, Mauricio Assumpção, por ter demitido o seu cliente na última sexta-feira. O agente disse que o futuro do jogador está indefinido. Cirne ainda ironizou a situação criada pelo dirigente alvinegro, destacando que, apesar da medida, o mandatário talvez não disponha de recursos para arcar com a rescisão contratual do defensor, que vai até 31 de dezembro.

“O Bolívar não tem nada contra o Botafogo. Ele sempre teve apoio da torcida e muito carinho pelo clube. O advogado dele (Bolívar) vai ver que medidas tomar. O contrato dele vai até o fim do ano, e se o vínculo for rescindido, o clube terá que pagar o valor restante até o fim. Talvez o presidente tenha demitido o jogador, mas não tenha dinheiro para pagar. Então, o Bolívar vai ficar com contrato até o fim do ano”, disse Neco Cirne, na tarde desta segunda-feira, em entrevista à Rádio Brasil.

Neco disse ter sido pego de surpresa com a demissão de Bolívar. Para o agente, os jogadores estão jogando pela torcida e pelo fato de serem profissionais, já que estão sem salários. O agente também avalia que Mauricio Assumpção tentou tirar o peso da responsabilidade dele pela crise do Botafogo no ano ao demitir Bolívar, Emerson, Julio Cesar e Edilson, alegando crise técnica.

O empresário reconheceu que Bolívar, tido como maior líder do grupo de jogadores do Botafogo, se expôs demais em determinadas cobranças. Porém, afirmou também que é direito de todo trabalhador reclamar os seus direitos.

“Bolívar vinha jogando há anos no Inter, onde os presidentes sempre honraram tudo, mas chegou ao Botafogo onde a situação é diferente, outra filosofia. O clube tem diretores legais e responsáveis, mas quem tem a caneta, e quem tem que resolver e falar, é o presidente. O fato de o Bolívar cobrar é direito de qualquer cidadão, de qualquer trabalhador. Se você trabalha, chega ao fim do mês quer receber. Chegava ao fim do mês, e pelo que o Bolívar me contava, eram sempre desculpas disso e daquilo”, contou Neco Cirne.

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