Esportes

Empresa nega que ingressos aprendidos no Rio seriam vendidos

Polícia carioca prendeu 10 pessoas que desviavam bilhetes de Flamengo x Grêmio

A empresa BWA/Ingresso Fácil - alvo da operação da Polícia Civil do Rio, que resultou na prisão de 10 pessoas e apreensão de 8 mil ingressos para o jogo Flamengo x Grêmio, domingo, no Estádio do Maracanã - divulgou nota neste sábado negando que os ingressos apreendidos seriam vendidos.

Segundo a nota, os bilhetes faziam parte do lote de 10% do total confeccionado para o jogo e que, “por imposição de uma lei estadual, ficam à disposição do clube mandante e da Suderj (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro)”.

Na nota, o diretor da empresa, Bruno Balsimelli, afirma categoricamente que "a BWA vai colaborar com as autoridades para que possam desenvolver seu trabalho na busca por pessoas que fraudam esses ingressos. A BWA está disposta a atender ao torcedor e por isso entende que essas pessoas sejam punidas no rigor da lei”.

Dos 76 mil ingressos produzidos para o jogo, mais de 15 mil foram desviados e estavam sendo vendidos por cambistas por um preço até cinco vezes maior. A quadrilha teria um lucro de cerca de R$ 4,5 milhões.

O Flamengo garante que esses ingressos não voltarão às bilheterias.

"Já foi avisado que não haverá venda destes bilhetes, que estarão à disposição no domingo para quem tem direito, como sempre acontece. Eu sei que já há torcedores formando fila no Maracanã, mas não há chance de comprar ingressos. Só que o torcedor acredita e vai continuar lá, não importa o que eu ou outra pessoa disser", disse o diretor de arrecadação da equipe carioca, Flávio Pereira.

"Todos sabem que há uma lei estadual e deve ser respeitada. Precisamos ver tudo de perto e ver com a polícia se há algum responsável. Caso algo seja comprovado, o clube tem a obrigação de tomar as medidas necessárias. Apenas a investigação pode culpar qualquer empresa ou funcionário. Nós não podemos culpar ninguém", acrescentou o dirigente em entrevista à Rádio Tupi.