O caso do envolvimento do atacante Bruno Henrique, do Flamengo, em manipulação de apostas esportivas voltou a tona nesta semana. Após análise da Polícia Federal nas conversas do jogador com o irmão, Bruno Henrique foi indiciado sob suspeita de ter forçado um cartão amarelo para favorecer apostadores durante uma partida contra o Santos, válida pelo Campeonato Brasileiro de 2023. O que pode acontecer com o jogador a partir de agora?
Bruno Henrique foi indiciado duas vezes pela esfera criminal. Primeiro, pela Lei Geral do Esporte, por fraudar, por qualquer meio, ou contribuir para que se fraude, o resultado de competição esportiva ou evento a ela associado. Caso condenado, a pena é de dois a seis anos de prisão e multa. A segunda seria pelo crime de estelionato, com uma pena de um a cinco anos de prisão e multa.
A partir de agora o caso tomará o seguinte rumo:
- O relatório elaborado pela Polícia Federal será encaminhado ao Ministério Público do Distrito Federal, que irá avaliar se há motivos para apresentar uma denúncia formal.
- Caso o MP-DF opte por denunciar, caberá à Justiça do Distrito Federal determinar se Bruno Henrique passará a ser réu no processo. Se isso acontecer, o jogador será submetido a julgamento.
Além disso, também há a possibilidade de Bruno Henrique virar réu na esfera esportiva. Em 2024, o caso chegou a ser arquivado por falta de provas pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no entanto, com os novos desdobramentos, há possibilidade da Procuradoria do STJD apresentar outra denúncia.
Foram analisadas cerca de 4000 mensagens entre o jogador e o irmão, do dia 29 de agosto de 2023, meses antes do duelo pelo Brasileirão. Bruno Henrique e Wander foram indiciados por fraude e estelionato. Entre as pessoas indiciadas, também estão Ludymilla Araújo Lima, esposa de Wander, e Poliana Ester Nunes Cardoso, prima do atleta, uma vez que todos realizaram apostas. As informações são da ESPN.