Mas o placar magro não disse o que foi o jogo. A Fúria controlou inteiramente as ações da partida. A Celeste Olímpica lutou bastante, mas não conseguiu ameaçar o campeão europeu e mundial. O atacante Forlán, do Inter, começou no banco de reservas e entrou no segundo tempo.
Com o resultado, a Espanha além de se posicionar muito bem para se classificar à semifinal da competição, chegou a 26 partidas de invencibilidade em jogos oficiais. A última derrota da Fúria foi na estreia na Copa do Mundo de 2010, contra a Suíça. Na próxima quinta-feira, os espanhois pegam o Taiti, no Maracanã, às 16h. Já às 19h é a vez da Celeste voltar a campo e enfrentar a Nigéria, na Arena Fonte Nova. Nesta segunda, às 16h, Nigéria e Taiti completam a primeira rodada da chave no Mineirão, em Belo Horizonte.
Sem dó e nem piedade
O primeiro tempo entre Espanha e Uruguai deixou clara a diferença técnica e tática dos dois times. De um lado, a Fúria, organizada, não deu chances para o adversário respirar. Por sua vez, a Celeste fazia força para trocar três passes e pouco assustou a meta defendida por Casillas. Não à toa, o resultado não poderia ter sido outro nos primeiros 45 minutos: 2 a 0 para a Espanha.
Apesar da superioridade técnica e dos quase 80% de posse de bola, o gol da Espanha saiu de um lance de sorte. Após escanteio cobrado pela esquerda, Pedro acertou chute de fora da área que pegou em Lugano e foi morrer no fundo da rede celeste.
Mais corajoso, o time comandado por Luis Suárez se lançou ao ataque e assustou em lance isolado de Cavani, que obrigou Casillas a fazer defesa tranquila. Mas a ousadia custou caro. Aos 32, Fábregas achou lindo passe para Soldado ampliar o marcador e jogar um balde de água fria no adversário.
Ritmo idêntico
Quem esperava uma Espanha avassaladora na segunda etapa se enganou. Com a vitória confortável, a Fúria tirou o pé do acelerador e comandou a partida à sua maneira, com inúmeros toques de lado e sem sofrer a menor pressão.
O Uruguai bem que tentou. Oscar Tabárez colocou Lodeiro no lugar de Gargano, adiantanto seu time. Porém, a postura do adversário complicou a vida dos seus comandados.
No final da partida, o último dos moicanos, Luis Suárez, fez o gol de honra celeste. Em linda cobrança de falta, ele não deu a menor chance para Casillas. Pena que o tento saiu tão tarde, não dando a menor chance para o time dele reagir.
Com informações da Lancepress