Esportes

Especialista diz que se autor do disparo estiver no Brasil, não será extraditado

Ministério Público boliviano aponta dois corintianos responsáveis por morte de torcedor

A Gaviões da Fiel estuda a possibilidade de delatar o nome do verdadeiro culpado pela morte do torcedor atingido por um sinalizador, na quarta-feira, durante partida entre Corinthians e San José, em Oruro. Ele seria menor de idade e já estaria no Brasil – teria chegado no sábado a São Paulo em um ônibus da uniformizada. E, segundo o advogado especialista em direito internacional Roberto Delmanto Júnior, se ele está no Brasil, não será preso, já que o país não extradita seus cidadãos.

Com isso, a chance de os 12 torcedores presos em Oruro serem liberados é real.  Se o sujeito que atirou o artifício não for nenhum daqueles que estão presos, os 12 devem ser postos em liberdade. Se ele (responsável pela tragédia) veio ao Brasil, o país não pode extraditar ninguém, não pode mandar de volta para a Bolívia. Ele será ouvido aqui e processado lá. Nenhum país do mundo extradita um cidadão da nação", afirmou.

Um caminho apontado pelo advogado seria a Justiça boliviana mandar esses dados de investigação ao Brasil e o Ministério Público daqui oferecer uma denúncia contra ele, perante à Justiça brasileira. "Ele seria processado e enfrentaria um júri popular, já que crimes assim vão para júri>"

O inquérito policial da fiscal de investigação Abigail Sala, do Ministério Público da Bolívia, porém, garante que dois dos 12 torcedores corintianos presos na cidade de Oruro (BOL) foram os autores do disparo. De acordo com o documento, os torcedores Cleuter Barreto Barros, conhecido como “Manaus”, de 24 anos, e Leandro Silva de Oliveira, conhecido como “Soldado”, de 21 anos, foram os responsáveis principais por acender o artefato que atingiu o menino, torcedor do San Jose.

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