Quem disse que a família Falcão não tem mais representantes no boxe olímpico? Apesar da profissionalização dos medalhistas Esquiva e Yamaguchi nos últimos meses, o clã segue com um remanescente: Estivan, de apenas 17 anos. Após o sucesso dos irmãos mais velhos em Londres-2012, o sobrenome Falcão ficou consagrado na modalidade.
Empolgado com as conquistas dos irmãos, Estivan ganhou uma chance na seleção brasileira juvenil nesta temporada. "Ficava olhando meus dois irmãos lutando e treinando. Aí eu acabei gostando do boxe. Eles são muito importantes na minha carreira, sempre me deram conselhos", contou o lutador.
Após fazer sucesso na categoria até 54kg no Campeonato Brasileiro Cadete de 2011, quando ficou com o título, Estivan subiu de peso para entrar na seleção. Agora, compete entre atletas até 60kg, o mesmo do vice-campeão Mundial de 2013, Robson Conceição. Ciente da dificuldade para alcançar um lugar na equipe na Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016, ele foca a Olimpíada de 2020, em Tóquio (JAP).
O problema é que os resultados nesse primeiro ano não foram os esperados. Ele ficou sem medalha nos Jogos Sul-Americanos da Juventude, em Lima, no Peru, em setembro. Se não bastasse, o desempenho nos treinamentos com a Seleção Brasileira não tem sido muito bom.
Estivan é considerado talentoso. Resta saber se vai conseguir manter as glórias dos irmãos Falcão. "A pressão é muito grande agora que eu sou o único da família Falcão na seleção brasileira. A presão vem mais do meu pai (Touro Moreno) mesmo. Ele sempre fala, como sou novo ainda, para não perder muito peso, me alimentar bem e ficar focado nos treinamentos", explicou o lutador.
Estivan é a nova promessa olímpica da família Falcão
Boxeador de 17 anos entrou para a seleção juvenil e projeta Oimpíada de 2020, em Tóquio