Lima contou que estava voltando de Uberlândia, onde o Corinthians perdeu por 2 a 1 para o lanterna América-MG, no domingo. O voo ia em direção a Porto Alegre, mas foi preciso fazer um traslado entre aeronaves em São Paulo. No percurso até o saguão, Lima e os auxiliares Altemir Hausmann e Julio Cesar Rodrigues Santos foram abordados por quatro homens usando uniformes da torcida do Corinthians.
“Eles falaram palavras de baixo calão, foram ríspidos. Tentamos amenizar a situação, até porque havia mais pessoas que desceram do avião. Quando entramos no saguão, um dos elementos agrediu um assistente com socos e pontapés. Entramos em confronto”, descreveu.
Lima fez questão de esclarecer que o Corinthians não tem relação com o episódio. “Na ida (para Uberlândia) fomos até com alguns dirigentes no avião, que foram muito cordiais”, afirmou. “No fim da partida também houve torcedores que passaram por nós, conversaram, tiraram fotos", contou. “Eles (os agressores) eram elementos travestidos de torcedores.”
O árbitro comentou que a profissão exige preparação para situações adversas, mas que devem se restringir ao futebol. “A gente é sempre colocado à prova, estamos prontos para tudo, temos que estar.” Ele contou ainda que “aprendeu a lição” com o episódio e que terá mais cuidado a partir de agora. ”Mas espero que não aconteça com outro árbitro”, disse.
Autuação
Os quatro torcedores foram identificados e levados à Delegacia da Polícia Federal do terminal paulista, onde foram autuados em flagrante. O quarteto irá responder processo com base no artigo 41-B do Estatuto do Torcedor (Promover tumulto, praticar ou incitar a violência, ou invadir local restrito aos competidores em eventos esportivo).