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Eucaliptos terá a memória preservada

Palco do lendário time do Inter, o Rolo Compressor, deve virar um grande condomínio residencial

Palco do lendário time do Inter, o Rolo Compressor, deve virar um grande condomínio residencial
Palco do lendário time do Inter, o Rolo Compressor, deve virar um grande condomínio residencial Foto : Cristiano Estrela
A memória do Eucaliptos vai sobreviver à demolição prevista para os próximos meses. Negociado pelo Inter na semana passada, o estádio que foi palco do lendário Rolo Compressor na década de 1940 deve virar um grande condomínio residencial no bairro Menino Deus. Os novos proprietários, contudo, asseguram que o passado do terreno localizado na rua Silveiro não será esquecido no desenvolvimento do projeto. "Vamos tentar usar a história do lugar no empreendimento. A ligação vem desde a concepção, da própria arquitetura", adianta o diretor da Melnick Even, Leandro Melnick.

De acordo com o empresário, a própria memória do Eucaliptos tende a ser o grande diferencial. Ele lembra que outros espaços em Porto Alegre também têm dimensões grandes e excelente localização. No entanto, nenhum conta com um passado que se equipare ao daquele que foi o estádio do Inter entre 1931 e 1969. "Não vamos deixar de lado a história do terreno, do estádio, da Copa do Mundo de 1950", observa. Ainda não está definida, no entanto, como deve ser feita a manutenção deste passado. Em uma primeira etapa serão feitas diversas pesquisas, mas algumas ideias já foram esboçadas nos bastidores. Entre elas, estão possibilidades como a preservação de elementos históricos, como brasões ou um acervo fotográfico com registros da época.

Já que conta com uma área interna grande, a possibilidade de se recorrer a um processo de implosão está descartada pelos novos responsáveis. De acordo com Melnick, as arquibancadas e o restante do prédio devem ser demolidos, evitando assim maiores problemas para os moradores vizinhos - no último domingo na Bahia, por exemplo, diversas casas precisaram ser evacuadas para a implosão do estádio Fonte Nova.

Sobre o projeto, a ideia é construir várias torres de edifícios residenciais e pelo menos uma com salas comerciais. Os estudos sobre como ficará a área do Eucaliptos foram acelerados a partir do acerto com o Inter. Agora, a previsão é de que dentro de um período entre dois ou três meses já exista um desenho do empreendimento.

A assinatura do contrato deve ser feita até a próxima sexta-feira. No último sábado, quando foi anunciado pela direção colorada no Beira-Rio o acerto entre Inter e Melnick, o que foi assinado foi um compromisso de compra e venda, usual em processos de licitação com essa formatação. Ainda que os valores oficiais não tenham sido divulgados pelas partes, especula-se que o clube vendeu o terreno por R$ 28 milhões. O pagamento será feito de forma parcelada, mas em um curto espaço de tempo - prazo bem menor do que o necessário para o Inter seguir o cronograma de obras de reforma do estádio Beira-Rio.


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