“Claro que não era alojamento com ar, como alguns gostam. Quem gosta de ar condicionado é jogador de primeira grandeza. E hoje eles falam que precisam habituar os novos assim, desde cedo”, declarou.
Paulo André, que já passou pela base do Vasco no início da carreira, rebateu Eurico e declarou que chegou a dormir com ratos nos alojamentos. “Olha, eu concordo que ar condicionado seja luxo, talvez não seja necessário. Mas em 2002 eu joguei no Vasco da Gama, durante três meses. Eu morava em São Januário e dormia com ratos deste tamanho e com baratas”, criticou o jogador, um dos líderes do Bom Senso FC.
A resposta do zagueiro do Timão revoltou o ex-presidente vascaíno, que minimizou a importância de Paulo André na história do Vasco e rechaçou a existência de ratos no clube.
“Sinceramente, eu preferia ter ido embora. O que eu ouvi aqui foi uma ofensa gravíssima a uma instituição centenária, que não produziu Paulo André, não: faço uma relação de Romário e Edmundo, faço uma relação de centenas de jogadores, que não tem nada a ver com Paulo André. Não venha ele aqui sem referência. Eu tenho de administração de futebol o que ele não tem de idade. Ele teve a oportunidade rara, muito rara, que não pode ser para todos, de ir para a divisão de base do Vasco e vem aqui comentar isso. Ele nunca viu rato lá, não. Impossível ter rato lá. Em 2002 era minha época, acho que é porque ele viajou para Europa e lá tem rato e barata, uma coisa que aqui não é normal. O discurso deles é demagógico. Eles não querem saber dos menores, eles só pensam neles. Só querem resolver os problemas lá de cima”, finalizou.