"Eu perguntei a ele: 'O que você está fazendo?', e ele respondeu 'sinto muito', colocou a arma em seu lugar e então tirou as luvas do bolso", acrescentou. Além disso, Rensburg, que dirigia na época uma delegacia próxima ao local do crime, lamentou o desaparecimento de um relógio do atleta avaliado em 7 mil euros. "Como pode ter desaparecido?", afirmou o ex-policial a sua equipe na época.
Ele também explicou que mandou transferir ao seu gabinete a porta do banheiro através da qual Pistorius atirou quatro vezes contra Reeva Steenkamp, para guardá-la em um local seguro. Durante a transferência em sacos mortuários, os fragmentos instáveis da porta se moviam, indicou Rensburg, acrescentando que o lacre da porta havia sido rompido dez dias depois, quando a defesa quis examiná-la.
A ação dos investigadores já foi colocada em questão no ano passado durante as audiências prévias à libertação sob fiança de Pistorius. O chefe dos inspetores, Hilton Botha, havia admitido, antes de ser afastado da investigação, que os oficiais caminharam na cena do crime sem tomar as medidas de proteção adequadas.
A defesa acusou nesta sexta-feira Rensburg de construir seu testemunho para evitar a declaração de Botha, que poderia ser prejudicial para a acusação. A juíza Thokozile Masipa é a encarregada de avaliar se a falta de cuidado da polícia é tão importante para levar em conta ou não as provas apresentadas.
Esta sexta-feira marca o décimo dia do processo de Pistorius, acusado do assassinato de sua namorada, a modelo Reeva, de 29 anos. Espera-se que o julgamento, realizado em Pretória, se prolongue para além de 20 de março, como estava previsto inicialmente.