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Ex-presidente da Concacaf se entrega à polícia em Trinidad e Tobago

Jack Warner, ex-vice-presidente da Fifa, insinuou que há segundas intenções eleitorais por trás da operação

Jack Warner, ex-vice-presidente da Fifa, insinuou que há intenções eleitorais por trás da operação
Jack Warner, ex-vice-presidente da Fifa, insinuou que há intenções eleitorais por trás da operação Foto : Luis Acosta / AFP / CP
Jack Warner, ex-vice-presidente da Fifa, ex-presidente da Concacaf, e um dos acusados no escândalo divulgado nesta quarta-feira, entregou-se às autoridades de Trinidad & Tobago horas depois de que a polêmica se tornou pública. Isso apesar de se declarar inocente no caso e dedicar sua atenção ao povo do seu país, agora como político. Ele insinuou que há segundas intenções eleitorais por trás de tudo isso.

“Não fui questionado sobre esse assunto. Reitero que sou inocente de todas as acusações. Eu deixei a política do mundo do futebol para melhorar a vida das pessoas do meu país. Essas ações internacionais coordenadas coincidem com as eleições da Fifa para eleger um presidente que é universalmente rejeitado pela comunidade internacional”, disse Warner, de 72 anos.

Sete dirigentes foram presos nesta quarta-feira, em Zurique, na Suíça, acusados de envolvimento em um esquema de fraude, lavagem de dinheiro e uma série de crimes financeiros, entre eles o vice-presidente da CBF, José Maria Marin. Mas a lista de envolvidos é maior. E é nesta que está Warner.

Segundo Loretta Lynch, procuradora-geral dos Estados Unidos, uma das principais acusações a Jack Warner é em relação à Copa do Mundo de 2010. Na ocasião, ele teria recebido US$ 10 milhões (R$ 31 milhões) para ajudar na candidatura da África do Sul.