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Executivos da Fifa criticam plano de privatização: “Plano de uma pessoa só”

Dirigentes criticaram Infantino e suas “intimidações” às associações de futebol

Infantino não tem encontrado apoiadores para sua proposta
Infantino não tem encontrado apoiadores para sua proposta Foto : RONALDO SCHEMIDT / AFP / CP

O plano de Gianni Infantino para abrir as competições da Fifa ao investimento privado está encontrando mais opositores a cada dia. Depois do boicote da Uefa e da rejeição da Concacaf e da AFC, dois executivos da alta cúpula da entidade máxima do futebol criticaram o presidente e suas atitudes para tentar emplacar o projeto.

“Eu não posso ficar sem fazer nada enquanto a Fifa considera vender participação na Copa do Mundo”, desabafou Carlos Cordeiro, que representou a Fifa na Força Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo de 2026, à Associated Press. Ele pediu demissão nesta sexta-feira.

Chefe de Operações (COO) da entidade, Kevin Lamour, afirmou que funcionários da Fifa foram “enganados” pela falta de transparência de Infantino. “É um projeto de uma pessoa só”, disse o executivo à AP. “Este projeto não pode sair do papel. Se isso significa que eu vou perder meu emprego, que seja, pelo menos vou conseguir dormir à noite.”

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Cordeiro, que acompanhou Infantino em diversas visitas a Donald Trump durante o planejamento da última Copa do Mundo, fez questão de frisar que não tinha nenhum conhecimento sobre o projeto.

“Eu não tive envolvimento nenhum na proposta e vou me opor a ela de forma irredutível. É um mau negócio para o futebol”, disse o executivo. “A Fifa já tem acesso a uma quantia extraordinária de recursos financeiros. São bilhões de dólares nos cofres. Vender uma parcela permanente de participação no ativo mais valioso do futebol para arrecadar US$ 4,2 bilhões simplesmente não faz sentido.”

O projeto de abertura de venda de ações de competições da Fifa para investidores privados foi anunciado depois que uma matéria do jornal britânico The Times revelou o plano que vinha se desenrolando nos bastidores da entidade. Os opositores da proposta têm até o dia 18 de novembro para se pronunciar.