Na última semana, a diretoria do Corinthians saiu atrás de reforços no exterior. O atacante Teo Gutiérrez e os meias Carlos Sánchez e Ariel Rojas, todos do River Plate, abriram negociações. Eis que surgiu a questão: e o dinheiro? O clube ainda não tem um montante em caixa para nenhuma contratação de imediato. Ou seja, quando clubes ou jogadores pediram um valor à vista, a resposta foi negativa. E isso tem atrapalhado a chegada de novos jogadores para Tite. Neste momento, diretores tentam equacionar formas de arrumar mais dinheiro.
Pela dificuldade financeira e dívidas com empresários, existe enorme problema para encontrar parceiros dispostos a entrar em negociações. Antigamente, Banco BMG, Elenko Sports e os empresários Carlos Leite, Giuliano Bertolucci e Fernando Garcia surgiam como credores. No momento, todos têm valores a receber e ninguém se arrisca a entrar em nova operação.
A única garantia atual de dinheiro "extra" que vai entrar no cofre do clube são os R$ 3,5 milhões da venda do meia Matheus Cassini para o Palermo, da Itália, que serão depositados apenas em 1º de julho. Vendas de outros jogadores, como Ralf e Gil, são vistas como solução.
O departamento financeiro ainda sofre para conseguir um novo empréstimo bancário, de cerca de R$ 10 milhões, para pagar dívidas. Na metade de maio, o Timão conseguiu R$ 7 milhões e pagou parte dos débitos com jogadores. O primeiro destino do novo valor, portanto, será quitar todos essas dívidas.
Na busca por reforços, a prioridade tem sido os jogadores que estão livres ou que ficarão livres no meio do ano, já que nesses casos não há custo de transferência. Por enquanto, são muitos nomes consultados, mas nada sai do papel.
Falta de dinheiro emperra busca do Corinthians por reforços
Clube já abriu negociações por Teo Gutiérrez e Carlos Sánchez