Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, concedida em um escritório de advocacia luxuoso de São Paulo, o advogado Ademar Gomes, que cuidará do caso, informou que o processo será aberto contra as três empresas envolvidas nas obras do palco de abertura da Copa: Odebrecht (responsável pela construção do estádio do Corinthians), Fast Engenharia (responsável pelas obras das arquibancadas provisórias) e WDS Construções (contratada pela Fast).
A mãe do operário, Sueli Rosa Dias, de 45 anos, ressaltou que o dinheiro da indenização não será suficiente para reparar a morte de seu filho. “Eu espero que seja feita justiça, Eu sei que a reparação financeira ajuda, mas não tem dinheiro nenhum que pague a alegria que ele tinha. Ele era conversador, muito alegre, novo, estava no começo da vida dele�”, afirmou Sueli.
De acordo com a mãe da vítima, a Fast Engenharia, responsável pelas arquibancadas móveis, pagou apenas o caixão, o transporte do corpo e flores para um cemitério em Diadema, onde Fabio morava.
O advogado da família ainda mostrou a carteira de trabalho do operário, no qual constava salário mensal de R$ 1.066,00.