"Fomos à Justiça porque não fomos atendidas no pedido extrajudicial que fizemos em 8 de julho ao Ladetec e à CBDA, de nos fornecerem as cópias. Somente o Ladetec se manifestou prontamente, mas explicando que não poderia nos fornecer cópia do laudo", afirmou a advogada que encaminhou a medida judicial à 3ª Vara Cível de Santa Bárbara D'oeste em 29 de julho e aguarda decisão.
Rosely ressaltou que o próprio laboratório reconheceu, em sua manifestação, que solicitações de clientes encaminhadas ao Ladetec não identificam a origem das amostras. "O laboratório escreveu-nos assim: não temos como saber a que amostra isso se refere e muito menos qual a participação de sua empresa no mesmo e em amostras que recebemos, pois as mesmas são analisadas como tal, sem referência à sua origem", informou a advogada.
"Portanto, qualquer informação de que foram analisadas exatamente as cápsulas manipuladas pela farmácia Anna Terra e tidas por contaminadas é leviana e infundada", disse.
A advogada alega, ainda, que em nenhum momento a farmácia foi convocada a prestar esclarecimentos no processo de antidoping. A farmácia nega ter assumido erro na produção do suplemento usado pelo atleta, e afirma que foi sua fornecedora nos últimos dois anos de suplementos. "Nesse período, ele (Cielo) foi submetido a vários exames antidoping cujos resultados foram negativos, como ele mesmo admite", aponta a advogada. "É injusto que sejam assacadas contra a farmácia acusações desabonadoras por parte de pessoas que sequer vieram ao estabelecimento, e tampouco conhecem a estrutura de seus laboratórios."