Esportes

Federação de futebol dos EUA proíbe cabeceios para crianças

Risco de concussões cerebrais é um tema muito debatido no país por causa do futebol americano

Adolescentes também terão limitadas as jogadas por partidas para evitar concussões
Adolescentes também terão limitadas as jogadas por partidas para evitar concussões Foto : Rodrigo Fatturi/Grêmio/Divulgação CP
A Federação Americana de Futebol (US Soccer) decidiu proibir menores de dez anos de cabecear a bola durante treinamentos e partidas. Para as crianças entre 11 e 13 anos, o número de cabeçadas será limitado.

As medidas, confirmadas no início da semana, serão aperfeiçoadas nos próximos meses. Elas são consequência de uma queixa feita na justiça californiana. Um grupo de pais mostrou preocupação com o fato de clubes e federações não terem nenhuma política de sensibilização e prevenção em relação ao problema de concussões cerebrais.

"Estamos felizes por termos conseguido ter um papel no aperfeiçoamento da segurança de todas as crianças que jogam futebol neste país", explicou Steve Berman, advogado dos familiares, que não pedem indenização ou compensação. A US Soccer se comprometeu também a colocar em prática um programa de sensibilização para técnico e dirigentes das equipes.

O risco de concussões cerebrais é um tema muito debatido nos Estados Unidos por causa do futebol americano. Segundo um estudo feito em escolas pela Universidade de Denver entre 2005 e 2014, a proibição de cabeçadas reduziu drasticamente o risco de lesão no crânio. O estudo, porém, evidenciou que a causa principal de concussões cerebrais é o choque entre jogadores.