Pelo fato de estar suspenso, Felipão não pôde comandar o time no gramado, que contou com a presença do auxiliar-técnico Flávio Murtosa. Porém, o treinador foi aos vestiários antes e no intervalo do duelo para dar instruções e conversar com os jogadores palmeirenses.
Ao saber da presença de Felipão no local durante o intervalo, assessores do Botafogo alertaram jornalistas e fotógrafos, sendo que um deles, Fernando Soutello, da agência Agif, irritou o treinador ao fotografá-lo quando ele deixava um dos elevadores do Engenhão. Acompanhado por um segurança do Palmeiras, o técnico foi acusado de ter dado um tapa na câmera fotográfica. O profissional, que registrou o momento em que o treinador tenta tirar a câmera de seu foco, prometeu prestar queixa formal de agressão na delegacia.
Felipão não deu entrevistas após o confronto para comentar o episódio, mas o Palmeiras se manifestou na manhã desta quinta, por meio do seu site oficial, apenas para esclarecer que a presença do técnico nos vestiários não é proibida, apesar de ele estar suspenso. O clube não falou sobre a acusação de agressão.
"Ele só não pode assinar a súmula ou entrar em campo. É só isso que está na regra quando a suspensão é por jogos, como aconteceu no caso dele. Se fosse suspensão por dias, aí sim seria diferente. Nesse caso, ele não poderia frequentar os vestiários e teria que entrar direto para alguma dependência do estádio, como um torcedor comum", afirmou Sérgio do Prado, gerente administrativo do Palmeiras.