No domingo, o Palmeiras divulgou uma nota oficial em que condenava a demora e a forma com que Ronaldinho e seu irmão negociaram com o clube. O time do Palestra Itália alegou que conversa com o ex-jogador do Milan desde agosto de 2010 e que teve as tratativas complicadas assim que a concorrência de Flamengo e Grêmio tornou-se pública. No último sábado, o Grêmio abriu mão do negócio e também criticou Ronaldinho e Assis, mas de forma ainda mais áspera.
De acordo com o portal R7, o treinador revelou que teve uma conversa com o presidente do clube e com o próprio atleta sobre o assunto e que previu que o final da “novela” seria triste para os palmeirenses.
"Fui chamado à casa do nosso presidente, Belluzo, em dezembro, sentei à mesa e dei minha opinião ([sobre a contratação de Ronaldinho). Expliquei o que conheço do futebol e como é que eles deveriam conduzir. Há uma semana, conversei com o Ronaldinho e disse que o que eu queria era o melhor para ele. Pedi que agisse corretamente comigo. No primeiro momento eu deixei explicado como é que ia a coisa e o que ia acontecer. Agora veio tudo à tona, o que eu tinha dito muitos dias antes.
O treinador contou que recebeu um telefonema da diretoria do Palmeiras, no dia 2 de dezembro, para informá-lo que Ronaldinho Gaúcho havia fechado com o clube. "Eu estava em Gramado, me telefonaram, e disseram que tinham fechado. Contei pro meu filho, ele ficou contente, e depois, à noite, já não era mais assim", revelou.
Mesmo tendo boa relação com o jogador, com quem conversou nos últimos dias por telefone para tentar convencê-lo a assinar com o Palmeiras, Felipão disse que não sabe qual será seu futuro. "Novela que tem italiano no meio é tudo igual. Ninguém sabe o que vai acontecer", disse, referindo-se ao vice-presidente do Milan, Adriano Galliani, que já declarou sua preferência em ver Ronaldinho no Flamengo.
Para Felipão, independente do clube onde vai jogar, o ex-craque do Milan sai manchado com a novela de sua volta ao Brasil. "Quando se faz um preço, se eu pago o preço, tu tens que me vender. De todos os envolvidos, o Assis foi o mais errado. Tenho boa amizade com ele, mas ele foi errado e ele sabe que isso vai repercutir na vida do Ronaldo". disse.
Embora tenha dado o aval para a vinda do craque gaúcho, Felipão disse que não ficou triste com o final da história. "Não me deu dor de barriga nenhuma, porque eu já sabia de cor e salteado o que ia acontecer", garantiu.