Depois de 29 anos de sua passagem como jogador do Corinthians, Fernando Diniz voltou ao clube como técnico. Pela primeira vez à beira do campo, o novo treinador do Timão comandou o time paulista na manhã desta terça-feira e concedeu entrevista coletiva nesta tarde. A estreia do novo comando acontece fora de casa, pela Copa Libertadores. A bola rola na próxima quinta-feira, a partir das 21h (horário de Brasília), diante do Platense, da Argentina.
A respeito do que o motivou a aceitar o convite de treinar o Corinthians depois de quase 30 anos como jogador, o profissional respondeu, em coletiva, que tem uma conexão com a região do clube, já que chegou em São Paulo quando ainda era criança.
“Eu nasci em Minas Gerais e vim com nove meses para São Paulo, para a periferia na Zona Leste. Acredito que os meus 17 anos da careira de treinador foi para me preparar para trabalhar em um clube deste tamanho. Eu acho que este é o momento em que eu estou bem mais preparado para enfrentar esse desafio. Têm pessoas da minha época de jogador aqui, como o roupeiro, pessoas do staff, para somar aqueles que eu agreguei e ter um time estendido muito forte”, declarou.
Sobre a diversidade do elenco, Diniz revelou que no treino desta manhã já começou a se aproximar dos jogadores e que deseja ajudar o elenco e facilitar a comunicação. “Eu acredito que eu tenho disponibilidade e vontade de ajudar todo mundo. Essa diversidade ajuda o Corinthians. A gente tem jogadores aqui de diferentes nacionalidades, diferentes perfis técnicos, fisicos. A vontade de ajudar é um desejo igual para todos”, explicou.
Substituindo o cargo Dorival Júnior em um momento em que o Corinthians volta à fase de grupos da Libertadores depois de três anos, Diniz compartilhou a estratégia para quinta-feira. “Eu acho que a gente tem que aproveitar os bons trabalhos, tanto do Ramon Diaz e depois com o Dorival. Obviamente aos poucos taticamente ir colocando as coisas que sao possiveis. Estou procurando informações com o clube, escolher as melhores estratégias ouvir e ver o que da pra analisar nesses treinos e poder montar o melhor time para vencer os jogos. Não tem nada de exagerado e lance mágico”, dividiu.
*Com supervisão de Carlos Corrêa
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