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Ferrari quer parar Antonelli na Hungria antes da pausa da Fórmula 1

Escuderia italiana busca resposta contra Mercedes, aproveitando pista que favorece características de seus carros

Com o resultado do GP da Bélgica na semana passada, Hamilton alcançou a vice-liderança do campeonato de pilotos
Com o resultado do GP da Bélgica na semana passada, Hamilton alcançou a vice-liderança do campeonato de pilotos Foto : Andrej ISAKOVIC / AFP / CP

Uma semana depois de ver a recuperação do italiano Kimi Antonelli (Mercedes) na Bélgica, a Ferrari espera dar uma resposta no Grande Prêmio da Hungria, neste fim de semana, na 11ª e última etapa antes da pausa de meio de temporada da Fórmula 1.

Após a corrida no circuito de Hungaroring, a F1 ficará quase um mês parada e a tradicional escuderia italiana espera chegar a esse recesso em alta, em um traçado que, a princípio, é favorável para as características de seus carros. A Ferrari travou uma batalha com a Mercedes em Silverstone e Spa, circuitos com longas retas onde se esperava que o motor da equipe alemã superasse significativamente o de seus rivais.

Antonelli chega à Hungria como o líder isolado do campeonato após sua vitória na Bélgica, mas a Ferrari destaca que o monegasco Charles Leclerc conquistou a pole position em Hungaroring no ano passado e está muito otimista.

“A execução tem sido muito boa nos últimos dois fins de semana, maximizamos nosso potencial. Acho que a Mercedes continuará sendo a referência aqui e será difícil superá-la na classificação, mas é verdade que, no papel, este circuito é mais favorável ao nosso carro”, disse Leclerc aos jornalistas nesta quinta-feira.

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“A Mercedes continuará sendo a equipe a ser batida", observou o veterano Lewis Hamilton, que conquistou sua última pole position na Hungria, em 2023, e venceu no circuito oito vezes. Hamilton é o vice-líder na classificação geral, 45 pontos atrás de Antonelli, e está em busca de seu oitavo título mundial, um feito nada improvável caso a Ferrari mantenha sua evolução.

Russell quer revanche

O circuito húngaro é um dos que menos dependem de potência elétrica entre todos os do calendário desta temporada. Portanto, a vantagem da Mercedes pode ser menor.

O britânico George Russell (Mercedes), que na Bélgica teve que abandonar a prova na primeira volta após um toque com Hamilton, chega querendo revanche e mais confiante, após a identificação de um problema em seu motor. Visivelmente, a calibração do software estava incorreta e isso afetou a energia elétrica da bateria durante as últimas corridas.

Com uma desvantagem de 50 pontos em relação a Antonelli, Russell não quer ficar para trás na briga pelo campeonato: “Com ou sem título, vou lutar até a última corrida. Essa sempre foi a minha mentalidade e vou continuar assim. Eu vinha em uma boa sequência na Áustria e em Silverstone, então espero recuperá-la neste fim de semana”.

Após um desempenho acima do esperado na Bélgica, onde terminou em terceiro, o holandês Max Verstappen e seu companheiro de equipe, o francês Isack Hadjar (que largou em 21º e foi o sexto), estão confiantes de que a Red Bull será mais do que uma mera espectadora na Hungria.

“Em Spa não íamos nos destacar, mas acabou sendo um dos nossos melhores fins de semana. Nossa asa traseira foi validada, então vamos trazer de volta a "versão Macarena", que deve ser a mais rápida. Além disso, é um circuito que nos favorece em termos de energia”, disse Hadjar a jornalistas franceses.

À espera da Aston Martin

Após um início de temporada desastroso, espera-se que a Aston Martin, que investiu centenas de milhões de dólares nos últimos anos na tentativa de se tornar campeã, dê a volta por cima na Hungria. Há uma grande expectativa em torno da equipe, que ocupa a última posição no campeonato de construtores, apesar de o carro ter sido projetado pelo renomado engenheiro inglês Adrian Newey.

A Aston Martin utilizará um novo chassi na Hungria, enquanto espera trocar seu motor Honda na etapa seguinte, o GP dos Países Baixos, no final de agosto.O desempenho do espanhol Fernando Alonso e do canadense Lance Stroll estará, portanto, sob os holofotes para avaliar se os avanços da Aston Martin são reais.