Esportes

FGF pede à CBF antecipação da janela de transferências

Ricardo Teixeira recebeu e-mail de Noveletto, e entidade pode debater requisição nesta quarta

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, deve sentar nesta quarta-feira junto com o diretor de registro da entidade, Luiz Gustavo Vieira de Castro, para discutir uma possível antecipação da janela de transferências do mercado internacional de agosto para junho. A medida, requerida pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF), possibilitaria times como o Grêmio contar com jogadores vindo de outros países – casos de Miralles e Gilberto Silva – mais cedo no Brasileirão. No entanto, não há um prazo para o assunto ser debatido e autorizado.

“Não tenho nada afirmativo ainda, mas espero que o bom senso prevaleça”, conta o presidente da FGF, Francisco Noveletto, que enviou um e-mail nessa segunda ao dirigente da CBF com o requerimento. “É a mesma situação do ano passado”, acrescenta. Em 2010, o grande beneficiado com a antecipação foi o Inter, que pôde ter à disposição os então recém-repatriados Rafael Sobis, Renan e Tinga. Ele, porém, nem mesmo sabe confirmar se a reunião programada para amanhã ocorrerá. �“Espero que o presidente Ricardo Teixeira seja sensível.”

Nesta terça-feira, Noveletto conversou com Luiz Gustavo Vieira de Castro e sugeriu que a antecipação seja permanente. “É um assunto que vale repensar. A necessidade continua a mesma”, justificou o presidente da FGF. À Rádio Guaíba, no início da noite, ele revelou que descobriu que foi o próprio Luiz Gustavo que sugeriu o mês de agosto para a janela no Brasil. E questionou: “A transferência daqui para a Europa é em agosto, porque lá começa o campeonato. Por que não temos a mesma lógica para cá? Em junho está começando o campeonato”.

FGF também pede revisão no registro de estrangeiros 

De acordo com Noveletto, no mesmo e-mail, ele pediu para que a CBF reveja a questão dos estrangeiros no Brasil. O objetivo é seguir os exemplos de África e Europa, onde atletas nascidos em países diferentes do mesmo continente não contam como estrangeiros. A alteração nesta regra beneficiaria, por exemplo, o Inter, que tem quatro argentinos no elenco, contudo não pode utilizá-los na mesma partida no Brasileirão.

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