Ao mesmo tempo, o principal dirigente da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, afirmou ter "200% de certeza" de que o GP do Bahrein será disputado em 22 de abril, apesar dos protestos no país. "Esta corrida está no calendário há muito tempo. Também iremos a Barcelona e Coreia do Sul, iremos a todos os lugares", disse Ecclestone, que comanda a Formula One Management (FOM) e possui os direitos comerciais da Fórmula 1, após uma reunião com os diretores das 12 escuderias da categoria, à margem do GP da China.
Centenas de civis sunitas atacaram na terça-feira moradores xiitas no Bahrein. Na segunda-feira, sete policiais ficaram feridos na explosão de uma bomba na localidade xiita de Akr, ao sul de Manama.
"Todos estão felizes e todas as escuderias estarão no Bahrein. O problema é que tudo é discutido pelos meios de comunicação, que não têm nenhuma ideia do que acontece. Não há nada a vigiar. As pessoas sabem o que fazem, nos informam regularmente, mas não acontece nada, tudo está tranquilo", completou Ecclestone.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou na quinta-feira que estava preocupado com o uso excessivo da força contra manifestantes" no Bahrein. Ecclestone disse que as pessoas "devem parar de especular, ver o que acontece e atuar em função disso". De acordo com o dirigente, os protestos no Bahrein não tem qualquer relação com a Fórmula 1.