A Fifa autorizou os membros de seu Conselho a consultar os “documentos-chave” relativos ao projeto fracassado de uma sociedade comercial aberta a investidores privados (FFE), que provocou uma grave crise na entidade, informou uma fonte próxima ao caso nesta terça-feira (3).
Os membros do Conselho, que foram informados na segunda-feira por meio de uma carta enviada pelo secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, deverão “manifestar seu interesse nas próximas duas semanas” para consultar os documentos, “pessoalmente e sob condições específicas”, na sede em Zurique, na Suíça, segundo a mesma fonte.
A iniciativa da Fifa surge no momento em que a Uefa, que lidera a oposição ao projeto da FFE, recorreu à Justiça da Flórida para obrigar as filiais americanas da entidade a entregarem uma série de documentos relacionados a este caso. A Uefa fez essa solicitação visando uma eventual denúncia perante a Justiça da Suíça por “gestão desleal”.
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Caminho de Infantino para reeleição
Desde o fim da Copa do Mundo e a publicação do projeto FFE, a confederação europeia trava uma disputa com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, que tentará se reeleger em março de 2027. A Uefa enviou uma série de perguntas sobre governança e exigiu respostas em até duas semanas à Fifa, que considerou o prazo “inviável”.
Depois de ter ficado sob forte pressão durante algum tempo, Infantino volta a ter caminho livre para sua reeleição. Com a data limite para a apresentação de candidaturas muito próxima (18 de novembro), a Uefa ainda não encontrou alguém que possa fazer frente ao dirigente ítalo-suíço, que ocupa o cargo desde 2016 e almeja um quarto mandato. No dia 23 de outubro Infantino recebeu um apoio de peso, já que a Confederação Asiática (AFC) acabou se alinhando a ele. Uma mudança importante, já que a AFC fazia parte, juntamente com a Uefa e a Confederação da América do Norte e do Caribe (Concacaf), do grupo dos opositores mais ferrenhos do presidente da Fifa após a revelação do projeto FFE.
O ex-jogador da seleção suíça Ramon Vega anunciou que pretende se candidatar, mas, por enquanto, nada indica que ele tenha obtido os cinco apoios necessários para isso.