A Federação Internacional de Futebol (Fifa) anunciou nesta sexta a abertura de uma investigação para apurar denúncias de corrupção contra seu presidente, Joseph Blatter, candidato à própria sucessão. Ele terá como adversário, nas próximas eleições da entidade, no dia 1º de junho, o presidente da Confederação Asiática de Futebol (AFC), Bin Hammam. O suiço tentará se reeleger para assumir um terceiro mandato.
Um comunicado da Fifa indica que Blatter foi convocado para depor perante o comitê de ética da organização no próximo domingo. Ele irá responder por acusações de que sabia sobre os pagamentos em dinheiro feitos a diretores caribenhos.
O processo foi aberto a pedido do catariano Mohamed Bin Hamman, também investigado pela mesma comissão por "possíveis violações" do código ético e "acusações de suborno". Os dois candidatos a presidente da Fifa serão ouvidos no mesmo dia, no domingo, 29 de maio, em audiência na sede da entidade, em Zurique, três dias antes das eleições.
Na quarta-feira, Bin Hammam negou as acusações apresentadas contra ele e ainda denunciou uma "manobra da parte de pessoas que não confiam na própria capacidade de vencer as eleições da Fifa". Em um artigo publicado no blog InsideWorldFootball, Blatter qualificou de "ridículos" estes comentários. "Não me agrada o fato de ver pessoas que conviveram comigo durante décadas sofrer humilhação pública. Supor que a adversidade de alguém é motivo de satisfação é algo ridículo e totalmente repreensível", disse Blatter.
Em entrevistas concedidas nos últimos meses à AFP, Blatter tinha anunciado um plano de "tolerância zero" em termos de corrupção, enquanto Bin Hammam pretendia "melhorar a imagem da Fifa ao promover mais transparência no funcionamento da entidade".