Esportes

Fifa anuncia suspensão de sete dirigentes por corrupção

Eles teriam ajudado a manipular resultados de amistosos internacionais para beneficiar esquemas de apostas

A Fifa anunciou nesta quarta-feira a suspensão de sete dirigentes que faziam parte do quadro de membros da entidade. Todos acabaram sendo considerados culpados por envolvimento em atos de corrupção no futebol. Seis deles – três húngaros e três bósnios – foram banidos definitivamente do esporte por terem ajudado a manipular resultados de amistosos internacionais para beneficiar esquemas de apostas.

Os sete gols das partidas entre Letônia e Bolívia e entre Bulgária e Estônia, realizados em 9 de fevereiro, na Turquia, foram marcados por meio de cobranças de pênaltis. O fato chamou atenção da Fifa, que resolveu investigar os confrontos organizados por uma pessoa de Cingapura.

Acredita-se que criminosos envolvidos no esquema de manipulação ganharam milhões de dólares em apostas com as partidas manipuladas. As respectivas federações de futebol da Hungria e da Bósnia já haviam suspendido os dirigentes, que agora foram oficialmente punidos pela Fifa.

O outro dirigente que teve a sua suspensão anunciada pela Fifa nesta quarta, mais apenas pelo período de um ano, foi o caribenho Lisle Austin. Segundo a entidade, ele se envolveu no recente escândalo de suborno que antecedeu as eleições do organismo, que reelegeu Joseph Blatter para mais um mandato.

Austin, aliado de Jack Warner, um dos ex-vice-presidentes da Fifa, acabou punido por violar as regras da entidade ao levar a sua disputa com a Concacaf a um tribunal civil em Bahamas. Ele ainda pode apelar contra a suspensão.

O dirigente natural de Barbados se tornou presidente interino da Concacaf, em maio, depois que a Fifa suspendeu provisoriamente a Warner por alegadamente ele ter ajudado Mohamed bin Hammam, ex-candidato à presidência da Fifa, a subornar eleitores caribenhos.

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