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Fifa arquiva caso em que Ricardo Teixeira era investigado por corrupção

Para Blatter, denúncias de cobrança propina não são evidências suficientes para iniciar processo

Fifa arquiva caso em que Ricardo Teixeira era investigado por corrupção
Fifa arquiva caso em que Ricardo Teixeira era investigado por corrupção Foto : Antonio Scorza / AFP / CPMemória
A Fifa arquivou, por falta de provas, o caso pelo qual o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, era acusado de corrupção. O anúncio foi feito, nesta segunda-feira, por Joseph Blatter, todo-poderoso da entidade. Além de Teixeira, outros dirigentes estavam sendo investigados, entre eles o paraguaio Nicolás Leoz, presidente da Conmebol.

"Hoje, o comitê executivo reuniu-se e recebeu um informe da comissão de investigação sobre as declarações de David Triesman (responsável pela candidatura inglesa para a organização na Copa do Mundo de 2018) no parlamento inglês e temos o prazer de poder confirmar que não existem elementos para iniciar um processo", enfatizou o Blatter.

Triesman tinha acusado de corrupção Teixeira, Leoz, Jack Warner, presidente da Concacaf; e Worawi Makudi, presidente da federação tailandesa. Perante uma comissão de investigação do parlamento britânico, ele qualificou o comportamento desses dirigentes de "incorreto e antiético".

Nas suas acusações, Triesman citou um encontro que teve com Teixeira durante um jogo entre o Brasil e a Inglaterra no Qatar, em 2009. Quando o inglês se disse feliz pelo então presidente Lula ter mostrado simpatia pela candidatura inglesa, o presidente da CBF teria respondido: "Lula não é nada. Venha e me diga o que você tem para mim".

Triesman também alegou que Warner teria solicitado, em troca do seu apoio, US$ 4 milhões para a construção de escolas em seu país, Trinidad e Tobago, além de uma "doação" de US$ 800 mil para garantir a transmissão da Copa do Mundo de 2010 no Haiti. Já Leoz teria pedido um título honorífico de cavalheiro, durante um encontro com o dirigente inglês em Assunção, em 2009.

Em meio às polêmicas, o principal opositor de Blatter, Mohamed bin Hamman pediu uma investigação do dirigente suíço dentro da Fifa e ele próprio foi convocado a depor na entidade. No último sábado, alegando cuidado para preservar a "reputação" do futebol, ele abdicou da candidatura à presidência em mais um desenrolar surpreendente do caso. 

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