"Hoje, o comitê executivo reuniu-se e recebeu um informe da comissão de investigação sobre as declarações de David Triesman (responsável pela candidatura inglesa para a organização na Copa do Mundo de 2018) no parlamento inglês e temos o prazer de poder confirmar que não existem elementos para iniciar um processo", enfatizou o Blatter.
Triesman tinha acusado de corrupção Teixeira, Leoz, Jack Warner, presidente da Concacaf; e Worawi Makudi, presidente da federação tailandesa. Perante uma comissão de investigação do parlamento britânico, ele qualificou o comportamento desses dirigentes de "incorreto e antiético".
Nas suas acusações, Triesman citou um encontro que teve com Teixeira durante um jogo entre o Brasil e a Inglaterra no Qatar, em 2009. Quando o inglês se disse feliz pelo então presidente Lula ter mostrado simpatia pela candidatura inglesa, o presidente da CBF teria respondido: "Lula não é nada. Venha e me diga o que você tem para mim".
Triesman também alegou que Warner teria solicitado, em troca do seu apoio, US$ 4 milhões para a construção de escolas em seu país, Trinidad e Tobago, além de uma "doação" de US$ 800 mil para garantir a transmissão da Copa do Mundo de 2010 no Haiti. Já Leoz teria pedido um título honorífico de cavalheiro, durante um encontro com o dirigente inglês em Assunção, em 2009.
Em meio às polêmicas, o principal opositor de Blatter, Mohamed bin Hamman pediu uma investigação do dirigente suíço dentro da Fifa e ele próprio foi convocado a depor na entidade. No último sábado, alegando cuidado para preservar a "reputação" do futebol, ele abdicou da candidatura à presidência em mais um desenrolar surpreendente do caso.