Esta é a primeira vez que o passaporte biológico, comum em esportes como o ciclismo ou o atletismo, será usado para uma Copa do Mundo. Dvorak salientou que as datas dos exames não serão divulgadas ao público. As amostras de sangue e urina serão analisadas em Lausanne, na Suíça, e estocados para estabelecer o passaporte biológico. Com essas informações, será possível comparar as amostras colhidas ao longo dos três meses que precedem o Mundial com aquelas que serão colhidas durante a competição.
Durante a Copa, os exames realizados no Brasil também precisarão ser analisados na Suíça, já que o laboratório do Rio de Janeiro (Ladetec) teve seu credenciamento suspenso, que gerou fortes críticas da parte da Fifa. O próprio Dvorak já avisou em novembro que pretendia cobrar ao governo brasileiro gastos extras com o logística ocasionados com a necessidade de encaminhar as amostras para a Europa.
A Fifa fez uma lista com 2 mil jogadores com possibilidade de participar da competição. O último jogador flagrado em exame antidoping durante uma Copa do Mundo foi o argentino Diego Maradona, durante a edição de 1994, na
África do Sul.