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Fifa nega envolvimento de Blatter e Valcke em esquema de corrupção

Porta-voz da entidade afirmou que não pode confirmar número de dirigentes presos em Zurique

Fifa não confirma nome de dirigentes envolvidos investigação de corrupção
Fifa não confirma nome de dirigentes envolvidos investigação de corrupção Foto : AFP / CP
O porta-voz da Fifa, Walter De Gregorio, afirmou em entrevista coletiva nesta quarta-feira que o atual presidente da entidade, Joseph Blatter, e o secretário-geral, Jérôme Valcke, não estão envolvidos no suposto esquema de corrupção que levou a prisão de seis dirigentes em Zurique, na Suíça. "Blatter está concentrado no congresso e está relativamente tranquilo", disse De Gregorio.

O congresso da entidade citado por De Gregorio começa oficialmente nesta quinta-feira, antes da eleição presidencial prevista para sexta-feira."Isto não quer dizer que está dançando em seu escritório. Mas está muito tranquilo, vê o que acontece, coopera com todos. Não é um homem feliz neste momento", completou o porta-voz.

De Gregorio explicou ainda que a eleição para a presidência da Fifa ocorrerá nesta sexta-feira, como havia sido marcada anteriormente. O porta-voz argumentou que não pode confirmar os nomes e o número de detidos ou envolvidos na operação policial deflagrada em Zurique.

Serviço de quarto com mandado de prisão

O jornal New York Times, que revelou o caso, informou que policiais suíços compareceram a um hotel de luxo de Zurique durante a madrugada. Entre os suspeitos e detidos, o jornal e a rede britânica BBC mencionam o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin.

As acusações envolvem uma dezena de pessoas, segundo o jornal, mas algumas delas não estão no momento em Zurique. Entre os dirigentes atuais ou passados da Fifa acusados estão Jeffrey Webb (Ilhas Cayman), membro do comitê executivo, o uruguaio Eugenio Figueredo e Jack Warner (Trinidad e Tobago), ex-membro do comitê executivo, já envolvido em outros casos de corrupção.

O jornal americano também cita o costarriquenho Eduardo Li, o nicaraguense Julio Rocha, Rafael Esquivel, presidente da Federação Venezuelana de Futebol, e o paraguaio Nicolás Leoz.