“De fato, o Brasil não pensou com antecedência, mas não apenas por culpa do país. Acredito que exista um grande defeito nesse processo. Ela (a Fifa) precisa decidir com um mínimo de dez a 15 anos de antecedência o país que sediará a Copa, porque é grande a dificuldade em trazer recursos com o espaço curto de tempo”, afirmou o ministro.
Desta forma, os custos das obras poderiam ser reduzidos. “Cerca de um ano e três meses antes de a Copa da África ser realizada, me reuni com diversos ministros e pedi que providenciassem os projetos executivos. Vieram as eleições e isso acabou ficando impossibilitado. Tínhamos apenas projetos básicos, ao invés dos projetos executivos, e isso acabou prejudicando”, revelou Bezerra. “Mas (agora) não existe absolutamente nenhum entrave e tudo está dentro do cronograma.”
O ministro reiterou preocupação com o preenchimento dos estádios nos locais onde os times de futebol não têm expressão, mas citou que as arenas também poderão ser usadas para outros tipos de eventos. Bezerra esclareceu que não cabe ao TCU investigar as obras que são tocadas por meio de parcerias público-privadas: “Nelas não entramos porque o fluxo (de torcedores) projetado é feito pelas próprias empresas, que detêm o conhecimento (que as incentivou a fazer o investimento)”.