Esportes

Fifa quer restringir futebol feminino olímpico a atletas Sub-23

Entidade máxima do futebol propõe sistema semelhante ao utilizado no masculino

Seleção Feminina conquistou a medalha de prata em Paris 2024
Seleção Feminina conquistou a medalha de prata em Paris 2024 Foto : CHRISTOPHE ARCHAMBAULT / AFP

A Fifa deseja que o Comitê Olímpico Internacional (COI) restrinja o torneio olímpico de futebol feminino a jogadoras de até 23 anos (sub-23), da mesma forma que acontece no masculino, devido a preocupações com o acúmulo de jogos e a carga de trabalho das atletas da seleção principal.

A Fifa é, em grande parte, culpada por isso, pois a entidade máxima do futebol mundial optou por lançar o Mundial de Clubes Feminino em um ano olímpico, com os EUA sediando a competição de 16 equipes entre 5 e 30 de janeiro, seis meses antes dos Jogos.

Impacto nos Jogos de Los Angeles

Fontes de ambas as organizações relataram ao The Guardian que há espaço para diálogo. Caso a proposta seja aceita, a mudança não afetaria os Jogos de Los Angeles, em 2028, uma vez que os critérios de elegibilidade já foram definidos e os torneios de qualificação já iniciados em algumas regiões.

Não há propostas ou tratativas oficiais em andamento, mas entende-se que a Fifa está interessada em analisar a questão em conversas com o COI e outras partes interessadas, como as jogadoras e as principais associações de futebol cujas seleções se classificam rotineiramente para os Jogos.

Veja Também

Atualmente, as Olimpíadas são o segundo torneio mais importante do calendário do futebol feminino, atrás apenas da Copa do Mundo, e reduzi-lo a um torneio de base é uma ideia que tende a não ser bem aceita pelas atletas. O futebol feminino também possui um grande apelo comercial para o COI, particularmente em mercados como os EUA, Europa e Austrália, por isso a entidade pode resistir às investidas da Fifa.

Enquanto o futebol masculino foi introduzido nos Jogos Olímpicos como um torneio amador, o feminino se tornou uma competição entre as principais seleções nacionais desde que foi introduzido no programa olímpico, em 1996. A importância da modalidade para o COI é tanta que o torneio de feminino será maior do que o masculino pela primeira vez em Los Angeles, contando com 16 equipes contra 12, em uma inversão em relação aos números de Paris 2024.