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Fim de credencial "agente Fifa" pode causar danos financeiros à CBF

Empresários querem receber valores pagos na manutenção da documentação

Fim de credencial agente Fifa pode causar danos financeiros à CBF
Fim de credencial agente Fifa pode causar danos financeiros à CBF Foto : Rafael Ribeiro / CBF / CP
A desregulamentação da função “agente Fifa”, que passará a vigorar oficialmente a partir desta quarta-feira, deverá causar uma enxurrada de cobranças financeiras em cima da CBF. Isso porque muitos empresários insatisfeitos com a mudança querem receber de volta os valores que foram pagos desde o início para terem o direito de trabalhar na área, além, claro, de indenização.

Hoje, 180 agentes de um total de 300 cadastrados estão ativos no Brasil. Cada um deles desembolsou no mínimo de R$ 15 mil a R$ 20 mil para receber a carteirinha. Todos pagam R$ 1,5 mil por ano de seguro obrigatório e R$ 120 de mensalidade. Um profissional que começou a trabalhar registrado desde 2005, por exemplo, já gastou aproximadamente R$ 30 mil só com a manutenção da credencial até agora. "Vamos voltar à estaca zero. O profissionalismo caiu por terra. É uma pena", criticou o agente e advogado Daniel Affini.

Sem a Fifa, a CBF terá de criar um sistema de registros, que terá os valores pagos por clubes e empresários a intermediários. Ele será lançado até o início de maio. "Vamos fazer todo o processo de cadastro de intermediários e enviar à Fifa o que foi pago a eles. Mas os jogadores e os clubes serão os responsáveis diretos pela fiscalização das negociações. A CBF só vai se envolver quando analisar alguma disparidade", afirmou o diretor de Registro e Competições da CBF, Reynaldo Buzzoni.