Flamengo e Ponte Preta empataram por 1 a 1, neste domingo, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, pela 36ª rodada do Brasileirão. O resultado foi justo pelo domínio alternado das equipes em cada tempo. O primeiro com o time paulista melhor, criando chances reais e não aproveitando. O segundo com o carioca, que foi mais dinâmico e eficiente.
Este foi o segundo empate seguido do time carioca, que tinha segurado o 0 a 0 com o Santos, na Vila Belmiro, no meio de semana. Com 49 pontos, é o 11º colocado. A Ponte Preta vinha de duas derrotas seguidas por 1 a 0 e agora soma 51 pontos, em nono lugar. O mando deste jogo era do Flamengo, que optou por levá-lo a Brasília na esperança de conseguir uma maior receita. Mas a presença de público foi decepcionante - menos de 13 mil torcedores.
Armada no esquema 4-3-2-1, a Ponte Preta ganhou o meio de campo e soube explorar bem a velocidade dos baixinhos Clayson e Biro Biro. Apesar do domínio, o time campineiro falhou nas finalizações ou esbarrou nas boas defesas do goleiro Paulo Victor. Aos três minutos, Cristian completou para as redes com o corpo, mas a arbitragem marcou o toque de mão. Após 13 minutos, Elton soltou a bomba, Paulo Victor rebateu e Clayson completou em diagonal para fora.
O Flamengo, muito lento, chegou com perigo ao 14 minutos, quando Guerrero, na marca do pênalti, soltou a bomba e o goleiro Marcelo Lomba defendeu com as mãos e a bola ainda tocou em seu rosto. A última chance real pontepretana saiu aos 25, quando Clayson chutou de esquerda e Paulo Victor defendeu de novo.
No intervalo, o técnico Oswaldo de Oliveira mexeu no time carioca. Colocou o lateral-direito Ayrton no lugar do improvisado Éverton, que atuou na esquerda. Pará foi deslocado para lá. E no meio de campo sacou Jonas para a entrada de Cantero. Além disso, adiantou a marcação e passou a pressionar o adversário. O gol saiu aos 10 minutos. Em uma cobrança de falta rápida no meio de campo, a bola ficou para Guerrero, que lançou Gabriel em velocidade. Ele entrou na grande área, deu um corte no zagueiro Renato Chaves e bateu de curva de perna esquerda. A bola entrou no cantinho de Marcelo Lomba. No minuto seguido, Ayrton quase ampliou. Tentou bater por cobertura, mas mandou a bola para fora.
O técnico Felipe Moreira só tentou equilibrar as ações aos 19 minutos, com duas trocas. Saiu o jovem Clayson para a entrada de Keno no ataque e o meia Cristian para a colocação do atacante Diego Oliveira. Depois ainda tirou Alexandro para colocar o experiente Borges.
O Flamengo desperdiçou a chance de "matar o jogo" aos 23 minutos com Alan Patrick. Na marca do pênalti, sozinho, ele isolou a bola por cima do travessão, depois de uma disputa de bola entre Guerrero e Marcelo Lomba, pelo lado esquerdo da área. O atacante acertou a cabeça do atacante com uma joelhada, mas a arbitragem considerou o lance normal. Mesmo sem jogar bem, a Ponte Preta empatou aos 31 minutos. Após escanteio de Biro Biro, a bola atrasou toda a pequena área e ninguém cortou. Diego Oliveira ajeitou e chutou no alto: 1 a 1.
O curioso é que Diego Oliveira foi improvisado no gol aos 40 minutos porque Marcelo Lomba caiu duas vezes e foi aconselhado a deixar o campo pelos médicos. O time paulista já tinha feito suas três substituições, portanto, terminou com um jogador a menos nos minutos finais. Aos 52, ele se tornou herói ao espalmar falta cobrada por Ayrton no ângulo.
Flamengo e Ponte Preta empatam em 1 a 1 no Mané Garrincha
Goleiro se lesionou e jogador da linha improvisado salvou time de Campinas com defesa no fim da partida