Indignada, a torcida vaiou o Flamengo, que vive seu pior momento na temporada: completou seis rodadas sem vencer no Campeonato Brasileiro e está em quinto lugar, com 36 pontos. O Bahia, além da convincente vitória, que o afasta um pouco mais da zona de rebaixamento, está perto de ter um novo treinador: Joel Santana, recentemente demitido do Cruzeiro. O técnico deve ser apresentado na segunda.
Os dois times entraram em campo com o mesmo martírio: não venciam há cinco rodadas no Brasileirão. Era preciso acabar com esse jejum. O empate, nestas circunstâncias, seria péssimo para ambos. O Flamengo precisava ganhar para seguir firme na luta pelo título. Já a equipe baiana necessitava dos três pontos para se distanciar da área de descenso.
"É claro que o Ronaldinho faz falta. Mas é preciso se acostumar", disse o técnico Vanderlei Luxemburgo, antes de a bola rolar. Pelo visto, o Flamengo cisma em não se acostumar a jogar sem seu craque. Contra o Bahia, o time carioca não jogou rigorosamente nada o jogo inteiro.
O primeiro tempo foi ainda pior: sofreu três gols. O primeiro, do zagueiro Titi. Após cruzamento, a bola foi desviada e caiu no pé do defensor, que estufou a rede. Logo em seguida, o Flamengo empatou, em cobrança de falta do meia Renato que desviou na barreira e complicou a vida do goleiro Tiago.
O Bahia, no entanto, não se abateu e respondeu à altura. O lateral Dodô invadiu a área rubro-negra e chutou por baixo das pernas do goleiro Felipe: 2 a 1. O que já estava ruim, piorou. O atacante Souza, de cabeça, fez o terceiro.
Irritada, a torcida rubro-negra vaiou bastante a equipe assim que o árbitro Alicio Pena Júnior encerrou a etapa inicial. "Time que deseja ser campeão não pode levar esses gols de bola parada", reclamou o lateral-esquerdo Junior César, no retorno para o segundo tempo.
Enquanto o Flamengo não teve força para reagir, o Bahia administrou a partida com sabedoria e bom futebol. O time baiano deu um banho de bola no adversário.