A punição interferiu diretamente no contrato que o clube tem com a Adidas. Foi estabelecido pelo clube com a fornecedora de material esportivo, a obrigação de ficar ao menos na 13ª colocação do Brasileirão para não sofrer descontos. Caso fique entre a 14ª e a 16ª posição, há uma multa de 10% (R$ 3,5 milhões para este ano). Curiosamente, as punições ajudaram o Inter a subir posições, alcançando o 13º lugar mesmo após o término da competição.
O Flamengo apresentou três interpretações de que teria colocado André Santos em condição regular. O clube usou até o depoimento do ex-diretor-chefe do Comitê Disciplinar da Fifa, Paolo Lombardi, mas não convenceu os auditores do Tribunal, que, por unanimidade, decidiram tirar pontos do clube.
A sustentação do advogado do Fla, Michel Assef Filho, foi que em uma resolução da CBF há a previsão para que o jogador suspenso por cartão em determinada competição nacional cumpra a automática na edição do ano seguinte e só então pague a pena aplicada pelo STJD, como a que André Santos recebeu. No entanto, a tese, ainda que tenha levantado uma discussão profunda, não convenceu.