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Flamengo quer negociar em separado com famílias das vítimas do incêndio

Presidente do clube afirmou que indenização sugerida em proposta de acordo seria um valor muito alto

Presidente do Flamengo falou sobre ações de indenização às vítimas do incêndio em entrevista coletiva
Presidente do Flamengo falou sobre ações de indenização às vítimas do incêndio em entrevista coletiva Foto : Marcelo Cortes / Flamengo / CP

O presidente do Flamengo, Rodolfo Landin, afirmou que o clube quer negociar em separado com cada família o valor das indenizações pela morte dos dez atletas no incêndio no Centro de Treinamento George Helal, o Ninho do Urubu, no último dia 8.

“A gente entende que deve conversar em separado com cada família. A gente não abre mão disto”, disse Landin em entrevista coletiva no início da tarde deste domingo, na sede do clube na Gávea, zona sul do Rio. Landin informou que, na última sexta-feira, iniciou conversas em separado com as famílias dos jovens e que tem outras marcadas para esta semana.

“Não posso garantir que todas vão seguir este caminho. Esta é a nossa vontade”, observou, referindo-se aos acordos. Na semana passada, o clube se recusou a fazer um acordo coletivo com as famílias das vítimas. O Ministério Público do Trabalho, em seguida, chegou a pedir o bloqueio de bens do Flamengo. 

Alegando questões de segurança para as próprias famílias e sigilo de Justiça, Landin não revelou os valores oferecidos pelo clube, mas afirmou que não são de R$ 300 mil a 400 mil, mais um salário mínimo por mês, por dez anos, para cada família: “O Flamengo quer equacionar com valores acima. O que não significa que se alguém me pedir 10 vezes, 50 vezes o valor da jurisprudência, temos que aceitar. Estamos oferendo um valor muito maior do que a jurisprudência. Mas não significa que é o valor final”.