“Não quero agredir ninguém, mas estou escutando isso (a devolução do jogador) por parte da diretoria há uns três meses, e ontem (terça-feira) foi o estopim. Eles (diretoria) não se decidem, têm de ter convicção no que querem. Se está no Flamengo é por que assinaram um contrato com ele. Para trazê-lo para o Flamengo, propus um contrato de dois anos ao time russo, agora se eu chegar lá neles e falar que querem devolver o Carlos Eduardo, você acha mesmo que eles vão querer? Brincadeira “, disparou o empresário, dizendo que não pode ser desmentido pelo Flamengo.
”Nunca ninguém fala publicamente que quer devolver o Carlos, mas me ligam várias vezes e tenho como comprovar caso alguém venha me desmentir”, completou.
O empresário também cobrou uma maior gratidão por parte dos dirigentes rubro-negros com o camisa 20, já que o meia poderia ter ido para o Santos no início do ano.
“ A diretoria pediu para o Pelaipe, que veio pessoalmente ao Sul para levar o Carlos para o Flamengo. Só que ele estava fechado com o Santos na época, mas quebrei e liberei para o Flamengo pelo relacionamento que tenho com o Pelaipe. Além do Flamengo, outros seis clubes também estavam interessados no jogador, inclusive o Fluminense.
Assim que chegou à Rússia, comprado por 24 milhões de euros pelo Rubin Kazan. após boa passagem pelo futebol alemão, Carlos Eduardo sofreu duas cirurgias no joelho direito, o que o deixou muito tempo fora dos campos. Para retornar ao Brasil, o meia abriu mão de metade do salário.
“Se ele fosse mercenário, não viria para o Brasil, pois lá na Rússia ganhava o dobro do que recebe no Flamengo. Ainda está em fase de adaptação, por isso espero que respeitem mais o jogador. Com o Sobis, do Fluminense aconteceu a mesma coisa, e agora está aí, jogando um bolão”, concluiu Jorge.
Procurado pela reportagem, o diretor executivo de futebol Paulo Pelaipe foi breve ao atender a ligação: "Isso é assunto da diretoria". Já o vice de futebol Wallim de Vasconcellos não foi localizado e também não respondeu mensagem enviada.