No duelo de ida, no Paraná, as duas equipes haviam empatado em 1 a 1, o que deu a vantagem do 0 a 0 aos cariocas. Vice-campeão, agora o Atlético-PR foca na disputa de uma vaga na Libertadores via Brasileirão – a equipe atualmente é a segunda colocada na competição, com a mesma pontuação do Grêmio, mas com vantagem no saldo de gols.
A tensão da partida e o perigo de sofrer gols tornou os movimentos em campo num jogo de xadrez e o futebol ficou em segundo plano. O primeiro tempo foi de uma pobreza técnica. Se o time carioca errava passes em excesso, sem criar nada de útil, o Atlético mantinha uma cautela absurda para quem precisava fazer pelo menos um gol, apostando demais num contra-ataque fatal. Como os rivais não atacavam, não aconteceu nada além de dois chutes longos de Luís Antônio, um deles no travessão contra o próprio Furacão.
E, na realidade, a etapa derradeira não apresentou mudanças, pelo menos nos primeiros 15 minutos, com as equipes marcando forte, restringindo o jogo a um duelo maçante na intermediária. Na segunda metade, contudo, o Atlético, sem outra opção, ameaçou sem muito sucesso pressionar a área flamenguista.
Partir para cima sem organização, contudo, foi fatal para os paranaenses. Em jogada trabalha de Paulinho e Hernane, a bola sobrou para Elias, que fulminou as redes para o 1 a 0. A equipe do Paraná partiu com tudo, esquecendo qualquer rigor defensivo, e foi castigada novamente. Nos acréscimos, o Brocador enfiou 2 a 0 e correu para celebrar o título com a torcida.
Com informações da Lancepress.