Largar na frente numa semifinal, logo nos minutos iniciais, é o desejo de qualquer time. O Fluminense conseguiu isso. Fez 1 a 0, em bela cobrança de falta do meia Marquinho, e se encheu de confiança. O Boavista não acusou o golpe e respondeu rapidamente: em cobrança de falta ensaiada, o meia Tony acertou chute forte no ângulo, sem chance de defesa para o goleiro Berna, que saltou só por desencargo de consciência e não evitou o 1 a 1 no placar.
Na verdade, o Fluminense não fez um bom primeiro tempo, mas foi eficiente, o que não deixa de ser um grande mérito. Chegou poucas vezes com perigo, mas desceu para o vestiário, no intervalo, com 2 a 1 a seu favor. O segundo gol tricolor surgiu numa jogada forte do time: cruzamento para a área. O atacante Rafael Moura escorou de cabeça, evitando a saída da bola, e o artilheiro Fred, livre de marcação, completou de cabeça.
Fred não retornou para o segundo tempo, Souza entrou em seu lugar. E o Fluminense sentiu. O Boavista partiu para cima, disposto a fazer história. Empatou aos nove minutos, com o atacante André Luís, e ganhou moral. Não é exagero: o time comandado por Alfredo Sampaio poderia ter virado a partida. Criou chances para isso. A equipe de menor expressão também reclamou de pênalti do zagueiro Gum em cima do meia Leandro Chaves.
O Fluminense jogou mal o tempo inteiro. Não foi nem sombra daquele time campeão brasileiro do ano passado. Irritada, a torcida tricolor vaiou a equipe quando o árbitro Wagner Magalhães encerrou a partida. Com o empate, a disputa foi para os pênaltis e o Boavista venceu por 4 a 2. O meia Conca e o atacante Rodriguinho desperdiçaram suas cobranças - ambas defendidas pelo goleiro Thiago. "Hoje é dia de comemorar", festejou o camisa 1, o herói da equipe finalista do primeiro turno do Campeonato Carioca.