O São Paulo entrou em campo para marcar o Fluminense. Com seis jogadores congestionando o meio-campo, o time de Ney Franco não permitia qualquer troca de passes mais eficiente aos meias do time carioca, como Thiago Neves e Wagner. E a tática do técnico são-paulino funcionou por boa parte da primeira etapa.
A primeira chance razoável de gol saiu aos 18 minutos de jogo, quando Thiago Neves descobriu Rafael Sóbis livre pela direita. O atacante tirou para o lado e chutou à direita de Rogério Ceni, que até então assistia ao duelo. Aos 28, outro lance de emoção em um jogo de poucas oportunidades. Ademilson foi seguro por Gum e o juiz apitou falta. Rogério Ceni cobrou por cima da trave de Diego Cavalieri. Logo depois, em bobeira de Wallace, Diego Cavalieri defendeu chute cruzado de Jadson, afastando o perigo.
O jogo apresentava muitos erros de passes e tanto São Paulo quanto Fluminense não empolgavam na armação de jogadas. Até que, aos 36, em lance de bola parada, Thiago Neves levantou para a área e Rogério Ceni saiu do gol e não pegou nada. Leandro Euzébio desviou para o fundo das redes. Logo depois do gol, Rogério Ceni e João Filipe discutiram sobre o posicionamento da defesa são-paulina.
Com a vantagem, o Fluminense tentou pressionar o time paulista, mas sem sucesso. O São Paulo logo igualou o domínio das ações no campo e voltou a ameaçar os cariocas. Até que, em outro lance de bola parada, aos 43, Jadson cruzou para a área, a defesa do Fluminense ficou reclamando impedimento, numa bobeira enorme, e deixou Cícero completamente livre no meio da área. O ex-jogador do Fluminense só completou de cabeça para empatar a partida.
Após o intervalo, os times voltaram com mais disposição, criando jogadas e atacando com mais força. E isso surtiu efeito, pelo menos para o Fluminense. Logo aos 4 minutos, Wallace recuperou a bola e rolou para Jean, que levantou na cabeça de Fred. O artilheiro provou porque é matador e cabeceou alto, fora do alcance de Rogério Ceni, que viu a bola cair em seu canto esquerdo.O gol mexeu com o sistema defensivo do São Paulo. Dois minutos mais tarde, Fred recebeu livre na entrada esquerda da área e cruzou para o meio. João Filipe, Rhodolfo e Rogério Ceni quase entregaram o gol para o ataque do Fluminense.
Aos 13, uma surpresa no Fluminense. Sentindo dores, Fred deu lugar a Rafael Moura. Invicto como mandante, o Fluminense continuava a assustar o time paulista com bolas cruzadas para a área, que deixavam totalmente desorientada a zaga do tricolor paulista.Aos 21, o São Paulo mostrou alguma reação e quase fez com Ademilson, em jogada isolada de Douglas, que cruzou para o atacante tentar uma letra e a bola sair à direita do gol de Diego Cavalieri.
Após o lance, o São Paulo pressionou mais e deixou o técnico Abel Braga preocupado. O treinador então sacou Wagner, que não fazia muito no jogo, e colocou Diguinho, para reforçar a marcação. Em sua primeira participação, o meia deu bom passe para Rafael Sobis, que arriscou chute de esquerda e assustou Rogério Ceni, com a bola passando à esquerda de seu gol. Por sua vez, o ídolo são-paulino não repetia suas boas atuações anteriores, tanto pelo Brasileiro quanto pela Copa Sul-Americana, quando marcou seu 104º gol contra o Bahia. Aos 30, cobrou falta bem longe da meta do Fluminense.
O Fluminense, com a vantagem no marcador, dominava as ações no meio e marcava a saída de bola do time paulista, sem deixar espaços. Mas o São Paulo conseguia furar este bloqueio em alguns momentos, como aos 42, quando Jadson fez tabelinha com Willian José e chutou para excelente defesa de Diego Cavalieri. Aos 43, Rhodolfo subiu marcado por Leandro Euzébio e testou para fora. Antes do fim do duelo, nos acréscimos, o São Paulo tentou empatar, mas outra vez Rhodolfo concluiu para fora. A derrota estava sacramentada.
O São Paulo volta a campo contra o Grêmio no domingo, às 16h, no Morumbi. Já o Fluminense, também no domingo, encara o Palmeiras, no Engenhão, às 18h30, ambos os jogos pela 16ª rodada do Brasileirão.