Mesmo brigando pelas primeiras posições do Campeonato Brasileiro, Fluminense e Bahia mostraram um futebol aquém do esperado no empate por 0 a 0, nesta quarta-feira, no Maracanã, pela 21ª rodada. A torcida não gostou, muito menos os dois times, que "marcaram passo" no sonho de avançar na tabela.
Agora sem vencer há cinco rodadas, sendo três após a pausa para a Copa do Mundo, o Fluminense é o quarto colocado, com 34 pontos. O Bahia, que vinha de dois empates consecutivos, manteve, ainda que provisoriamente, a quinta posição, com 32.
O primeiro tempo foi truncado e bastante equilibrado, inclusive nos números de posse de bola e finalizações. O segundo tempo foi todo do time carioca, que avançou a marcação e acuou o adversário no campo de defesa, mas sem efetividade nas conclusões. Apesar do esforço, deixou o gramado sob vaias.
O técnico Luis Zubeldía surpreendeu na escalação do Fluminense com algumas presenças inesperadas, como Nonato no meio-campo e Soteldo no ataque. Até o "capitão" Thiago Silva ficou no banco e só entrou ainda no primeiro tempo devido à lesão de Freytes.
Este "novo" Fluminense não mostrou a intensidade esperada, dividindo a posse de bola praticamente em igualdade com o adversário. O Bahia foi atento na marcação, mas pecou pela falta de criatividade, sentindo a ausência de Everton Ribeiro, que não reunia as melhores condições físicas.
Em termos de finalizações, os dois times também foram iguais. Cada um chutou duas vezes no gol, mas sem maiores perigos. A torcida tricolor ensaiou uma vaia na descida dos jogadores para o vestiário.
A insatisfação do torcedor se transformou em forte pressão do Fluminense nos primeiros minutos do segundo tempo. Em menos de cinco minutos, Hulk levou perigo em duas oportunidades.
A primeira foi em uma cabeçada após saída errada do goleiro Ronaldo, que ficou pedindo falta. O lance seguiu e o zagueiro Marcos Victor afastou quase em cima da linha de gol.
A outra aconteceu em uma cobrança de falta forte, que desviou na barreira e exigiu grande defesa de Ronaldo. O goleiro segurou firme a bola, sem dar rebote.
O Bahia ficou assustado, recuou bastante e, para completar, passou a cometer erros na saída de bola. O técnico Rogério Ceni tentou mudar o cenário, principalmente com a entrada de Everton Ribeiro no lugar de Ademir.
Nesta altura, o Fluminense também já estava modificado, com Savarino na vaga de Lucho Acosta, em uma aposta para deixar a equipe mais agressiva e explorar o lado direito do ataque. O jogo, no entanto, continuava centralizado em Hulk.
O atacante, gigante com nome de herói, era sempre o protagonista. Aos 28 minutos, apareceu de forma curiosa ao trombar e derrubar o árbitro paulista Raphael Claus, que caiu de costas no gramado.
No minuto seguinte, Hulk foi substituído por Germán Cano, e a torcida vaiou a troca. A manifestação pareceu direcionada a Luis Zubeldía, que poderia ter optado por retirar Canobbio ou Soteldo.
Sem Hulk, o Fluminense ainda teve duas boas oportunidades para marcar. Em uma delas, Canobbio apareceu livre na área, mas foi bloqueado por Ronaldo. Na outra, Cano finalizou e viu o goleiro fazer nova defesa.
O Fluminense volta a campo no próximo sábado pelas oitavas de final da Copa do Brasil, quando fará o clássico diante do Vasco, com mando cruz-maltino, mas marcado para o Maracanã, às 17h30min. Pelo Brasileirão, a equipe só retorna no dia 8 de agosto, quando enfrenta o Botafogo, no Engenhão.
Já o Bahia jogará no dia 9 de agosto, em Salvador, contra o Vasco. Os dois confrontos são válidos pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro.