Com isso, complicou sua situação na competição, pois não venceu as duas primeiras rodadas disputadas no Rio - já havia tropeçado contra o Argentinos Juniors (2 a 2) - e precisa se reabilitar no jogo da próxima semana, contra o América do México, fora de casa. "Não foi o resultado que esperávamos, mas temos que trabalhar para reverter isso", disse o atacante Tartá, enquanto ouvia a torcida vaiar a equipe, após o apito final. "Contra o América vai ser a partida das nossas vidas", definiu o volante Diguinho, certo de que a equipe precisa melhorar seu rendimento.
Com muitos desfalques no ataque, por conta da contusão de Fred, Rodriguinho e Emerson, o técnico Muricy Ramalho escalou o Fluminense num esquema cauteloso: 3-6-1. Essa formação não funcionou no primeiro tempo. A equipe tricolor teve maior posse de bola, porém não conseguiu criar quase nada. O artilheiro Rafael Moura ficou isolado e participou muito pouco do jogo até o intervalo."A gente já sabia que eles viriam fechadinhos e que teríamos dificuldade. Temos que nos acertar no vestiário. Precisamos muito da vitória", disse o atacante Rafael Moura, antes de o jogo recomeçar.
No segundo tempo, Muricy armou o Fluminense para o tudo ou nada. Tirou o volante Valencia e o zagueiro Digão e pôs os atacantes Tartá e Araújo. A equipe carioca melhorou de certa forma. Passou, ao menos, a sufocar o Nacional, que só ameaçou uma vez: em um contra-ataque desperdiçado pelo atacante Garcia. Foi um verdadeiro ataque contra defesa. A cada minuto que passava e a bola não entrava, o time tricolor demonstrava mais nervosismo e não parava de insistir na jogada aérea. Mas o gol não saiu.
Outros jogos
Também nesta quarta, pelo Grupo 7, o mesmo do Cruzeiro, o Estudiantes derrotou o Deportes Tolima, algoz do Corinthians, por 1 a 0, em La Plata, na Argentina. Pelo Grupo 2, o mesmo do Grêmio, no Peru, o León de Huánuco bateu o Oriente Petrolero, da Bolívia, por 1 a 0.