Em meio a salários atrasados e a um novo momento de turbulência, o Fluminense recebe o Santos nesta quarta-feira, às 19 horas, no Maracanã, em busca de amenizar o clima pesado e dar fim à sequência negativa no Campeonato Brasileiro. O jogo é válido pela 12.ª rodada, a última antes da pausa para a Copa do Mundo da Rússia. Depois de chegar a flertar com o pelotão da frente, o Fluminense sofreu com o elenco enxuto para substituir desfalques importantes e acumula três derrotas consecutivas. Os resultados negativos deixaram o time carioca estacionado nos 14 pontos e longe das primeiras colocações.
Além do mau rendimento em campo, o Fluminense vive dias turbulentos fora dele, com a crise financeira que ganhou força novamente. Os jogadores estão com um mês de salários atrasados, além de dois meses de direitos de imagem. Uma nova derrota, aliada à crise financeira e ao turbulento ambiente político no clube pode fazer com que o técnico Abel Braga peça demissão do cargo. Ele não ganhou os reforços que pediu e está insatisfeito no cargo depois de os dias de calmaria terem ido embora.
Mesmo assim, o treinador costuma cumprir seus contratos até o final e nutre grande carinho pela torcida. Para piorar, Abel tem desfalques importantes para o duelo. Gilberto torceu o tornozelo ao levar um pisão no jogo contra o Atlético-MG e dificilmente terá condições de atuar. Léo, substituto natural, também está machucado, o que pode fazer o treinador tricolor improvisar Matheus Norton no setor. Por outro lado, Gum e Renato Chaves, poupados no último jogo em razão do desgaste físico, devem retornar à equipe, assim como Sornoza. Na frente, sem Marcos Junior, que só volta após a Copa, o parceiro de Pedro ainda é incerto. Como Matheus Alessandro está suspenso, Pablo Dyego deve ganhar a vaga.
Santos oscila e tem risco de voltar à zona de rebaixamento
Após duas boas partidas contra Vitória e Corinthians, que garantiram um triunfo e um empate, o Santos voltou a oscilar e foi derrotado para o Internacional na Vila Belmiro na rodada anterior. Se não vencer novamente, tem boas chances de voltar à zona de rebaixamento, já que soma 10 pontos e é o primeiro time fora da zona da degola no momento. A pressão maior quem sofre é o técnico Jair Ventura. Apesar de ter o elenco ao seu lado - Gabriel, por exemplo, saiu em defesa do treinador - Jair não tem sua permanência garantida pelo presidente do clube, José Carlos Peres, em caso de novo tropeço. "Depois desse jogo, vamos nos reunir e fazer um balanço, uma conversa franca para entender. Estar a um ponto da zona de rebaixamento não é confortável. Eu também não estou garantido, temos que ver o que ele precisa. O conjunto que vai decidir o que vai acontecer daqui para frente", disse o mandatário.
Principal nome do time, o jovem Rodrygo pode ficar fora do duelo. O atacante não viajou ao Rio com o grupo e o motivo pela ausência seria uma proposta do Real Madrid de 45 milhões de euros (cerca de R$ 195 milhões) pelo jovem atleta.
O Santos emitiu nota admitindo que há propostas de clubes europeus, mas disse não entender o motivo pelo sumiço do atleta. O clube alvinegro não estaria disposto a aceitar a proposta do time espanhol. Em reunião do Comitê de Gestão na noite de segunda-feira, a diretoria decidiu vender Rodrygo apenas pela multa rescisória de 50 milhões de euros (cerca de R$ 218 milhões).
Dois desfalques são certos: o zagueiro Lucas Veríssimo, que cumpre suspensão após ser expulso na última partida, e o atacante Eduardo Sasha, fora em razão de um problema no tornozelo direito. Gustavo Henrique é o substituto natural de Veríssimo, que está perto de ser negociado com o futebol francês. Na frente, Bruno Henrique e Copete disputam a vaga de Sasha. O primeiro teria vaga assegurada, mas ainda não está 100% fisicamente. Se Rodrygo não atuar, é possível que Jair escale mais um meia, que pode ser Léo Cittadini, abrindo mão dos três atacantes.
Fluminense quer encerrar sequência negativa diante do Santos
Peixe precisa da vitória para evitar entrada na zona de rebaixamento