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Fluminense sente desfalques e apenas empata com o Atlético-PR

Resultado deixou time carioca com 10 pontos, provisoriamente na terceira posição do Brasileirão

Resultado deixou time carioca com 10 pontos, provisoriamente na terceira posição do Brasileirão
Resultado deixou time carioca com 10 pontos, provisoriamente na terceira posição do Brasileirão Foto : Lucas Merçon / Fluminense F.C. / CP
Em duelo marcado pelos inúmeros desfalques, Fluminense e Atlético Paranaense até fizeram um bom início de jogo nesta terça-feira, no estádio do Maracanã, no Rio, em jogo válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. Mas no segundo tempo, quando parecem ter sentido a cansativa sequência, os times caíram no marasmo e ficaram no empate por 1 a 1. Pior para o clube carioca, que teve um a mais nos minutos finais e não conseguiu aproveitar a chance de sair com a vitória.

O resultado deixou o Fluminense com 10 pontos, provisoriamente na terceira posição do Brasileirão. Já o Atlético Paranaense segue necessitando de uma urgente reação: é apenas o 18.º com dois pontos, dentro da zona de rebaixamento.

As duas equipes voltam a jogar pelo Brasileirão neste final de semana: o Fluminense encara o Palmeiras no sábado, no estádio Allianz Parque, em São Paulo, enquanto que o Atlético Paranaense recebe o Santos no domingo, na Arena da Baixada, em Curitiba.

Em situações bem distintas na tabela de classificação antes do apito inicial, Fluminense e Atlético Paranaense tinham ao menos algo em comum: os inúmeros desfalques para o duelo desta terça-feira.

O técnico Abel Braga, por exemplo, não pôde contar com Orejuela, Pierre, Sornoza, Gum, Renato Chaves, Wellington Silva e Douglas. Desfalques que descaracterizaram a escalação inicial e diminuíram o ímpeto ofensivo do Fluminense.

Já o técnico Eduardo Baptista, embora também tivesse as ausências de Weverton, Thiago Heleno, Matheus Rossetto e Grafite, soube inicialmente lidar melhor com os desfalques, fechou bem o time e apostou nos contra-ataques.

Estratégia que demorou apenas sete minutos para dar resultado. As duas equipes ainda se estudavam quando Lucho González deu passe nas costas de Richarlison e o lateral-direito Jonathan, sem marcação, cruzou rasteiro para Pablo escorar e abrir o placar.

Um bonito gol que serviu, enfim, para despertar o Fluminense, escalado com novidades no meio de campo como Eduardo Henrique e Renato. E foi justamente com boa participação da dupla, além de Gustavo Scarpa, que o time criou suas melhores oportunidades.

Organizando o meio de campo, distribuindo bons passes e demonstrando estar plenamente recuperado após a contusão, Gustavo Scarpa fez boa jogada aos nove minutos, a bola sobrou na lateral e Lucas cruzou para Richarlison cabecear com perigo. Apenas três minutos depois Luiz Fernando arriscou de longe - Santos defendeu. E, no lance seguinte, Scarpa aproveitou desarme do volante e finalizou por cima.

O Atlético Paranaense, aos poucos, encaixou a marcação. E o duelo parecia controlado até que, aos 32 minutos, Gustavo Scarpa aproveitou cobrança curta de escanteio e cruzou para Reginaldo. Quase de raspão, com sutileza, o zagueiro cabeceou e a bola entrou no canto.

O gol animou o Fluminense. Melhor até o intervalo e no início do segundo tempo, porém, o time carioca rondava a área e pecava no último passe. Pressionava, mas não assustava o goleiro Santos. E o duelo foi diminuindo de ritmo até Douglas Coutinho - que entrara no lugar do apagado Eduardo da Silva - finalizar com perigo aos 10 minutos, rasteiro e no canto, em bola que raspou a trave.

Foi um dos raros lampejos do segundo tempo. Fluminense e Atlético Paranaense viram os seus ritmos despencarem e o marasmo dominou o duelo. Absolutamente nada era criado. O momento dramático veio aos 30 minutos, quando Renato tentou uma bicicleta e acertou a cara de Wanderson. Caído no gramado e quase sem se mexer, o zagueiro precisou ser imobilizado e levado de ambulância
ao hospital.

Como já havia feito as três substituições, o Atlético Paranaense ficou com um a menos e Abel Braga colocou o Fluminense no ataque, com a entrada de Marcos Júnior no lugar de Luiz Fernando. A pressão até aumentou. Mas o time carioca, sem qualquer inspiração no segundo tempo, ainda viu Nikão perder chance clara aos 51 minutos e amargou um empate em pleno Maracanã.