Esportes

Folclore mexicano e tecnologia marcam abertura dos Jogos Pan-Americanos

México pede paz e união para a América por meio do esporte em Guadalajara

Tradição dos Mariachis e tecnologia abrem os Jogos Pan-Americanos
Tradição dos Mariachis e tecnologia abrem os Jogos Pan-Americanos Foto : Hector Guerrero / AFP / CP
A mistura da tradição mexicana dos mariachis com tecnologia moderna deu o tom do show de abertura do Pan-Americano de Guadalajara, emoldurados pelas luzes e show de fogos. No discurso oficial, o governador de Jalisco e o presidente Felipe Calderón fizeram o mesmo pedido, paz e união do esporte como um exemplo contra o crime organizado.

Após se emocionarem com toda a tradição dos mariachis em seu show musical, liderado por Vicente Fernández, as dezenas de milhares de pessoas que lotaram o estádio Omnilife, em Guadalajara, viram uma grande festa das delegações no palco principal do Pan-Americano 2011. A Argentina abriu o desfile das 42 delegações, na condição de país-sede do primeiro Pan.

A grande expectativa era para a chegada do México. Os mais animados, contudo, eram os brasileiros, que fizeram trenzinho e passaram animação para as arquibancadas. No total, mais de 6 mil esportistas desfilaram no Omnilife.

Depois da passagem dos esportistas, o show da banda Mana antecedeu um espetáculo de luzes e acrobacias simbolizando as diversas modalidades esportivas da competição. Crianças, trajando uniformes apropriados para futebol, ginástica e atletismo, nas cores dos anéis olímpicos, coreografaram a chegada dos atletas ao México para disputarem suas medalhas. A cantora Eugenia León embalou o balé esportivo interpretando o tema dos Jogos.

Depois da apresentação artística, foi a vez das autoridades responsáveis pelos jogos fazerem seus discursos. O primeiro foi o governador de Jalisco, Emilio González Márquez. "Bem-vindos à festa América! Aos jogos da solidariedade e da paz. Esperamos que os jogos sirvam para deixar para trás ódios e marginalidade. Que nossa América seja a humana", declarou.

O presidente Felipe Calderón discursou logo após a autoridade olímpica Mario Vázquez Raña declarar o Pan aberto. Em meio a extrema saudação do estádio, ele pediu que os jogos simbolizem a paz. "Estes esportes simbolizam a união fraterna, a paz que desejamos para todos os povos da América", enfatizou, quase emudecido pelas palmas e gritos.

  Na sequência, vieram as bandeiras dos Jogos Olímpicos, com personalidades trazendo simbolicamente o Pan para o centro do estádio Omnilife e preparando o juramento olímpico de atletas e juízes. Na sequência, começou um show eletrônico com os DJs Bostich e Fussible, com várias referências ao progresso tecnológico do país e pranchetas eletrônicas semelhantes a tablets iluminados, criando expectativa para o acendimento da pira pan-americana.

  Depois de Juanez cantar a hora de "Trocar o ódio pelo amor", começou a cerimônia de acendimento da pira pan-americana. A honra coube a Paula Espinoza, campeã mundial do saltos ornamentais, considerada a maior atleta do México na atualidade. Ela voou em meio ao estádio, sob aplausos e gritos de "México, México". Paula flutuou e acendeu um vulcão simbólico. Tochas se iluminaram ao redor da cobertura do estádio e se apagaram em sequência até chegar na chama principal, que brilhou com mais força, confirmando o começo do Pan.


Leandro, do Grêmio, aparece em meio à delegação brasileira na abertura do Pan | Foto: Martin Benetti/AFP/CP

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