* Com informações da AFP
Em jogo duro, pegado, e de gols desperdiçados, o Atlético Mineiro empatou sem gols com o Racing na Argentina, nesta quarta-feira, na partida de ida das oitavas de final da Copa Libertadores.
Muito recuado, o Atlético foi pressionado pelo Racing por boa parte da partida e só não voltou para casa com uma derrota por causa da colaboração do travessão, que parou ótimo chute de Lisandro López no segundo tempo, e do sempre atento goleiro Victor, autor de mais uma ótima atuação.
Como era esperado, o Racing começou a partida desta quarta tentando fazer valer seu conhecido domínio em casa e a força de sua torcida. Não por acaso criou duas boas chances de gol em apenas três minutos de jogo. No primeiro minuto, Romero finalizou de muito longe na tentativa de encobrir Victor. Em seguida, falta na área levou o goleiro atleticano a trabalhar para evitar o gol.
Os dois lances eram um aviso do Racing à defesa brasileira. A pressão iria aumentar até o fim do primeiro tempo, porém sem efetividade do ataque argentino. Tanto que a melhor oportunidade foi a jogada em que os anfitriões balançaram as redes, aos 11 minutos, em lance irregular. Grimi estava em posição de impedimento ao finalizar para o gol.
Daí até o fim da etapa, o Racing tentou impor pressão, com momentos mais agudos, em que a defesa atleticana precisou apelar para chutões. Mas não exigia maior empenho de Victor. O Atlético era sólido na defesa graças à formação de três volantes, com Rafael Carioca, Leandro Donizete e Júnior Urso, sem tanta liberdade, como nos últimos jogos.
Em uma das poucas investidas do volante no ataque, o Atlético criou a melhor chance do primeiro tempo. Foi a partir de uma boa troca de passes pelo lado esquerdo que Dátolo cruzou da esquerda e Júnior Urso surgiu por trás da defesa para cabecear rente à trave direita do goleiro Saja, aos 47 minutos.
Sem "agredir" a defesa atleticana, o Racing voltou para o segundo tempo ainda mais determinado a buscar o primeiro gol. Antes do primeiro minuto, Victor já brilhava para fazer grande defesa, em finalização cruzada de Óscar Romero, irmão de Ángel Romero, do Corinthians. Aos 6, um chute desviado na zaga também deu trabalho ao goleiro.
Diante das dificuldades do Racing, a preocupação da torcida argentina extrapolou as arquibancadas. Robinho, ao se preparar para cobrar um escanteio, foi atingido por objetos lançados pelos torcedores da casa. O atacante chegou a cair no chão para reclamar, mas não se machucou. O momento negativo da partida não teve qualquer consequência. Assim como o lance atleticano, apesar da boa cabeçada de Erazo, por cima do travessão.
A chegada do zagueiro e um contra-ataque de Robinho, na sequência, deixaram a partida mais aberta. O Racing tentava aproveitar os espaços na defesa brasileira, enquanto Lucas Pratto e o próprio Robinho surpreendiam a zaga argentina, em um duelo franco.
Para o time argentino, o auge desta troca de ataques aconteceu aos 18 minutos, quando Lisandro López acertou a trave. Do lado brasileiro, as melhores chances aconteceram aos 25 e 26. Em lances seguidos, Robinho e Urso perderam gols cara a cara com o goleiro Saja.
O confronto durou até os 30 minutos, quando as duas equipes demonstraram certo cansaço. Do lado do Atlético, o técnico Diego Aguirre trocou Robinho por Cazares e perdeu intensidade no ataque. O Racing ainda tentou acelerar nos minutos finais, mas sem maior perigo e sem alterar o placar.
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