"Há algum tempo venho desenvolvendo uma aditividade intensa na Argentina e Uruguai", explicou o especialista em direito desportivo internacional que também representa os interesses do Inter em Porto Alegre. "Tenho uma relação estreita com a Federação Uruguaia e, diante do resultado na Fifa e indo o processo para a terceira instância, me contrataram", acrescentou Cravo, que contará com a parceria de um advogado irlandês nos procedimentos.
De acordo com o jurista, a estratégia não vai tentar negar o fato da mordida, mas contextualizar suas consequências. "A atitude do Soares foi excepcional no mundo do futebol. A cena é horrível plasticamente, mas não é só isso que deve ser analisado", frisou. "A mordida dele não resultou em lesão no adversário. Vamos indicar se é preferível esse fato ou uma cotovelada no rosto como a do Leonardo no rosto do americano durante a Copa de 1994", avaliou Cravo.
Segundo ele, também será argumentado que a Fifa cometeu erro técnico. "Ele só poderia ser reincidente numa competição organizada pelo mesmo órgão. Ela alegar isso para aumentar a pena está errado, pois foram campeonatos com gestões diferentes, as mordidas anteriores", avaliou.