"Não vamos individualizar a questão, mas nem todos os jogadores que fizeram a função até aqui tem a fundamentação completa do Ganso. A armação com ele é diferente, sempre acreditei muito no que ele pode ser na seleção. Vem sendo no Santos e espero que agora com uma continuidade maior também seja na seleção", afirmou Mano.
Ganso foi um dos destaques da seleção brasileira na vitória por 2 a 0 sobre o Estados Unidos, que marcou a estreia de Mano Menezes no comando da equipe. Depois, porém, não foi mais utilizado por conta de lesões, sendo substituído por Elano, Jadson e Robinho, que atuou mais recuado.
"Sem ele, temos que armar a seleção de um modo diferente. Com o Elano, o posicionamento não pode ser igual. Esse entendimento precisa ficar claro. Não se pode comparar. O que se pode ver é com qual esquema a seleção dá mais certo. O Elano é um ótimo jogador, mas de uma posição diferente", disse.
No treinamento, Ganso foi o principal responsável pela armação das jogadas. Além dele, Mano escalou no setor ofensivo os atacantes Robinho, Neymar e Alexandre Pato. O treinador confirmou que o esquema tático e a escalação deverá ser utilizada na estreia na Copa América.
"Tenho uma ideia bastante clara. É preciso equilibrar a posse de bola sem perder a contundência de ser ofensivo, porque é preciso criar chances de gol. Com essa formação conseguimos as duas coisas. Mas ainda é preciso fazer ajustes. Em alguns casos é preciso ajuste dos jogadores de lado, Neymar e Robinho. Mas a formação pode ser sempre essa, com dois volantes, um de mais saída para o jogo que é o Ramires, mas pode ser Elano ou Elias. É desse modo que a seleção está se construindo", disse.
Assim, a seleção brasileira está praticamente definida para a sua estreia na Copa América, em La Plata, no dia 3 de julho, contra a Venezuela. A equipe do coletivo e que provavelmente será usada no início da competição tem: Julio Cesar; Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Paulo Henrique Ganso; Robinho, Alexandre Pato e Neymar.
?