Esportes

Gasto com alimentação reduz em Porto Alegre

Taxa apresentou deflação pela primeira vez no ano

Os porto-alegrenses estão pagando menos pelos alimentos, segundo levantamento do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) divulgado, nesta quarta-feira, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Pela primeira vez no ano, a taxa apresentou deflação. Na quarta semana de maio ela ficou em -0,14%. Comparativamente com as demais capitais pesquisadas, Porto Alegre foi a única apresentar índice negativo para a inflação, segundo o coordenador do escritório regional da FGV no Estado, Márcio Fernando Mendes da Silva.

O grupo de alimentos, que tem peso expressivo na composição do índice, caiu 1,08%, com destaques para os produtos como tomate (-24,36%), alface (-20,36%), beterraba (-17,77%) e cenoura (-20,77%). De maneira geral, os hortigranjeiros, em média, recuaram 6,29%. Silva atribui o movimento de deflação ao ingresso da safra desses itens no mercado. Chamou atenção do técnico também, o recuo no preço da carne bovina (-0,52%) e do arroz (-2,92%), itens que tem peso significativo no índice.

Nesta edição da pesquisa, cinco das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram desaceleração em suas taxas de variação, além da Alimentação, também se destacou o grupo de Saúde e Cuidados Pessoais que passou de -0,83% para -1,08%. Em contrapartida, as pressões acima da variação média do IPC-S foram exercidas pelo Vestuário (0,60%), Educação, Leitura e Recreação (0,43%), Despesas Diversas (0,27%) e Habitação (0,25%).

No acumulado do ano, entre janeiro e maio, o IPC-S acumula alta de 3,37%, enquanto que nos 12 meses chega a 4,12%. Mesmo com a deflação verificada no preço dos alimentos, o segmento, no acumulado do ano e nos 12 meses, mantem-se em elevação de 5,63% e 4,89%, respectivamente.