Esportes

Gaúchas marcam presença no Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica

Time de atletas do Grêmio Náutico União (GNU) viaja hoje para o torneio que começa amanhã na Arena de Esportes da Bahia

Atletas do Grêmio Náutico União competem no Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica
Atletas do Grêmio Náutico União competem no Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica Foto : Pedro Piegas

No embalo da repercussão e do desempenho inédito do time feminino do Brasil, que ficou a um passo da final nos Jogos Olímpicos em Paris-2024, o Campeonato Brasileiro de Ginástica Rítmica começa amanhã. E terá a participação de atletas gaúchas na disputa, na Arena de Esportes da Bahia. O time do Grêmio Náutico União marcará presença no torneio, que contará com grandes nomes da modalidade, como Bárbara Domingos e Maria Eduarda Alexandre.

O clube gaúcho irá à Bahia com três atletas brigando por medalhas: Andressa Jardim, Carolina Tonelotto e Sophia da Silva, inserida no time devido a uma lesão no tornozelo sofrida por Letícia Lisboa no último mês de treinos. "Estamos bem preparadas e vamos dar o nosso melhor na competição. Tivemos um pouco mais de tempo de treino, já que o campeonato, que é o mais importante do ano para nós, ficou mais para o final da temporada desta vez", explica Caroline. O torneio é dividido nos níveis elite, nível um e nível dois. As ginastas irão competir nos quatro aparelhos da modalidade: arco, bola, maças e fitas, além de buscarem um pódio no individual geral.

Andressa Jardim, de 26 anos, é uma das ginastas que irá competir diretamente com a atleta olímpica Bárbara Domingos na categoria elite. Sobre isso, a gaúcha conta que considera normal, visto que já esteve com Babi em competições anteriores. "A presença dela é uma coisa normal para nós, o que não tira a nossa admiração por ela e por tudo que ela fez na carreira, que foi incrível. As vezes a gente para e pensa: 'é ela mesmo', então é muito legal estar competindo junto com ela", afirma Andressa.

A atleta, ao lado de Carolina Tonelotto, já soma dez anos de experiência dentro do Campeonato Brasileiro de ginástica rítmica. A experiência da dupla é fundamental para Sophia e Letícia, que estão dando os primeiros passos no torneio. "Acho que é muito do que a gente passa também para todas elas no dia a dia e nos treinos", diz Carolina. "A ginástica é um esporte que tu tem uma chance e deu, então tu precisa estar com a cabeça no lugar, precisa ter essa calma, e com tanto tempo fazendo isso a gente começa a se conhecer e conhecer os colegas também", completa. A ginasta também destaca a importância de saber separar o frio na barriga antes das competições do nervosismo. "Até temos uns mecanismos para acalmar. Se não tiver adrenalina tu não vai competir, tem que ter alguma coisa que motiva a entrar na quadra", ressalta.

Com a repercussão do desempenho brasileiro na ginástica rítmica nos Jogos de Paris-2024, a modalidade ganhou ainda mais visibilidade nas redes e na mídia. Apesar da experiência no esporte, as ginastas afirmam que o reconhecimento ainda não havia sido notado por elas até então. "Eu nunca tinha visto essa comoção com a ginástica rítmica, foi realmente muito legal de ver", diz Carolina. O sucesso também pôde ser visto na rotina de treinos nos ginásios diariamente. "Nós temos a oportunidade de treinar no mesmo lugar das crianças que estão na escolinha, outro dia estávamos treinando e elas estavam batendo palma, isso é o futuro da ginástica. Então agora elas podem ver a gente como exemplo, como também na televisão e em diversos outros lugares", conclui.