O Palmeiras saiu de novo do G4 do Campeonato Brasileiro, uma rodada depois de ter entrado. Caiu para o sexto lugar ao perder para o Goiás por 1 a 0, nesta quarta-feira, no estádio Serra Dourada, em Goiânia. O time teve uma atuação ruim e voltou a ser atrapalhado pela irregularidade que o tem marcado na competição. O Goiás, por sua vez, cumpriu a missão em seus domínios e confirmou a reação que tirou a equipe da zona do rebaixamento, com 25 pontos.
No primeiro tempo no Serra Doura, o Palmeiras sentiu claramente a falta de um articulador de jogadas. O time tomou a iniciativa, mas, sem alguém capaz de dar qualidade ao passe, encontrou grande dificuldade para chegar ao gol do Goiás. Amaral e Thiago Santos até tentaram iniciar alguns lances ofensivos. No entanto, não têm habilidade para tal. Robinho também procurou jogo, mas, sobrecarregado, pouco produziu. Dudu também esteve apagado em boa parte da etapa.
Com isso, Lucas Barrios ficou isolado - os laterais também pouco apoiaram, desperdiçando uma boa alternativa de ação ofensiva - e o Palmeiras passou a apelar para as bolas longas em direção a Gabriel Jesus. O talentoso menino, aliás, começa a ser marcado mais de perto e às vezes até com virilidade, como era previsível. Ainda assim foi o responsável pelas melhores ações ofensivas do time palmeirenses. Além de protagonizar a única jogada a rigor digna de nota da etapa. Aos 24 minutos, ele recebeu a bola na entrada da área, deu belíssimo chapéu em Fred, mas chutou por cima do gol. Uma pena.
O Goiás, por sua vez, tentou explorar as costas de Egídio, uma verdadeira avenida pelo lado esquerdo da defesa do time paulista. Mas a rigor também não assustou muito. Concluiu três vezes com Zé Eduardo, mas na mais eficiente delas o goleiro Fernando Prass fez boa defesa.
O Palmeiras ainda terminou a etapa reclamando de um gol mal anulado - foi dado impedimento que não houve - e de um pênalti igualmente não assinalado, em um lance em que Barrios chutou e Gimenez desviou a bola com o braço, mas a arbitragem havia marcado impedimento, que não existiu.
O Goiás também reclamaria de um pênalti não marcado pelo árbitro gaúcho Leandro Pedro Vuaden, em uma disputa na área entre Eric e João Paulo que, no chão, colocou a mão na bola. João Paulo havia entrado no lugar de Egídio.
O jogo ficou franco, aberto. Nenhuma das duas equipes se preocupava em fazer as jogadas passar pelo meio de campo. As chances começaram a aparecer de ambos os lados. O Palmeiras perdeu com Barrios e Robinho e o Goiás acabou marcando com Bruno Henrique. Foi um belo gol. Ele recebeu pela esquerda, deixou João Pedro sentado e chutou colocado, sem chance para Fernando Prass.
Com a vantagem, conseguida aos 17 minutos, o Goiás se fechou. Passou a dar campo ao Palmeiras, mas dificultava a penetração. E só saía na boa. Depois disso, o time paulista até tentou, martelou. Mas, desordenado e com limitações de seus jogadores, não conseguiu reverter a desvantagem. A equipe goiana comemorou a vitória e a saída da zona de rebaixamento - com 25 pontos, está em 16.º lugar.
Goiás vence o Palmeiras por 1 a 0 e respira fora da zona do rebaixamento
Verdão perdeu chance de se consolidar no G4 com tropeço no Serra Dourada